EUA recusam testemunho de alemão 'torturado' pela CIA

Khaled el-Masri afirma que foi seqüestrado e torturado por agentes num caso de confusão de identidades

Associated Press e Agência Estado,

09 de outubro de 2007 | 14h10

A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou-se nesta terça-feira, 9, a ouvir o caso de um cidadão alemão que alega ter sido seqüestrado e torturado por agentes da CIA. Na prática, a decisão da máxima instância judicial americana endossa a argumentação da Casa Branca de que segredos de Estado poderiam ser revelados se o processo fosse aceito. Khaled el-Masri, de 44 anos, diz ter sido seqüestrado por agentes da CIA na Europa e mantido em uma prisão no Afeganistão durante quatro meses em um aparente caso de confusão de identidade. O governo americano não admite publicamente que Masri foi detido. Instâncias inferiores da justiça rechaçaram o processo depois de a Casa Branca ter argumentado a possível revelação de segredos de Estado se o processo seguisse adiante. Os magistrados americanos rejeitaram o processo sem emitir comentários. "Estamos muito desapontados", disse Manfred Gnijdic, advogado de Masri na Alemanha. "Isso abalará toda a confiança existente no sistema judiciário americano", prosseguiu. O advogado acusou os EUA de exigiram que todos os outros países ajam de forma responsável ao mesmo tempo em que se recusam a assumir a responsabilidade por suas ações.

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