EUA reforçam segurança após tentativa de ataque terrorista

Passageiro de voo para Detroit tentou explodir avião; homem teria vínculos com rede extremista Al-Qaeda

estadao.com.br,

25 de dezembro de 2009 | 22h19

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou nesta sexta-feira, 25, reforço na segurança do setor aéreo do país após uma tentativa de ataque terrorista mal sucedida ser detectada em um voo de Amsterdã a Detroit, informaram funcionários da Casa Branca às agências de notícias Reuters e Associated Press.

 

 

Segundo oficiais americanos, um passageiro a bordo de um Airbus 330 que fazia o voo 253 da companhia aérea Northwest Airlines, da Delta, tentou explodir o avião, que levava 278 pessoas. O congressista Peter King, que integra o Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes, disse à rede CNN que o suspeito, de 23 anos, tem conexões com o grupo terrorista Al-Qaeda. "Seu nome apareceu rapidamente" em uma busca de base de dados da inteligência, afirmou.

 

O incidente está sendo investigado pelo FBI. As primeiras informações davam conta de que o passageiro - identificado como nigeriano - acionou fogos de artifício dentro da aeronave no momento em que ela se aproximava do aeroporto de Detroit. De acordo com a BBC Brasil, a explosão provocou pânico no avião e deixou algumas pessoas com ferimentos leves.

 

Segundo um comunicado divulgado pela Gerência de Segurança em Transportes dos EUA (TSA, na sigla em inglês), o avião pousou com segurança por volta de 15h (horário de Brasília) e todos os passageiros foram retirados da aeronave. Ainda segundo a TSA, um passageiro foi detido e outros estão sendo entrevistados para esclarecer o incidente.

 

De férias no Havaí, Obama foi informado sobre o episódio por telefone pelo seu assessor de Segurança Interior John Brennan, e pelo diretor de Segurança Nacional, Denis McDonough. "Nesta ligação, (o presidente) instruiu para que sejam tomadas todas as medidas apropriadas para aumentar a segurança para as viagens de avião", anunciou a Casa Branca em comunicado, destacando que Obama acompanha o desenrolar do caso "ativamente."

 

Texto atualizado às 23h25.

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