EUA retiram acusação de homícidio contra soldado no Iraque

Cabo Stephen Tatum era acusado de homicídio involuntário no massacre de 24 civis em Haditha

Efe,

28 de março de 2008 | 19h51

A Infantaria da Marinha americana retirou nesta sexta-feira, 28, as acusações contra o cabo Stephen Tatum, acusado de homicídio involuntário no massacre de 24 civis cidade iraquiana de Haditha, em novembro de 2005. Além de homicídio involuntário, Tatum também era acusado de agressão com agravantes e de colocar vidas em perigo.   O anúncio da retirada das acusações aconteceu na base militar de Camp Pendleton, na Califórnia, quando o processo de seleção do júri para o julgamento do soldado estava prestes a começar. Em dezembro de 2006, a Infantaria da Marinha apresentou acusações contra oito soldados pela morte dos 24 iraquianos.   Os civis morreram no ataque de um esquadrão americano em resposta à explosão de uma mina que matou um marine e deixou outros dois feridos. Quatro dos militares, entre eles Tatum, foram acusados de homicídio, enquanto os outros foram acusados de não informar e não investigar os fatos, além de fazer declarações falsas e obstruir a Justiça.   Um dos quatro acusados, o cabo Justin Sharratt, teve suas acusações retiradas em julho de 2007, depois que o oficial que investigava o caso considerou que as provas eram insuficientes para levá-lo a um conselho de guerra. Segundo as acusações da procuradoria, um sargento e um marine mataram cinco pessoas no local onde a mina explodiu, e o chefe do esquadrão ordenou ao resto que atacassem as casas vizinhas com granadas e armas de fogo.   As ações em Haditha passaram desapercebidas na época em que aconteceram. Os soldados disseram a seus superiores que os civis morreram no ataque à bomba contra seu esquadrão e em um tiroteio posterior com insurgentes, uma versão que os advogados ainda sustentam.   As acusações de que algo muito diferente havia acontecido vieram à tona em março de 2006, quando a revista americana Time e algumas emissoras de TV do Oriente Médio divulgaram um vídeo gravado por um estudante de jornalismo iraquiano que mostra que algumas das vítimas morreram por disparos à queima-roupa.  

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