EUA revela que são seis os americanos detidos no Paquistão

Segundo governo americano, jovens foram ao país para se unir à rede terrorista Al-Qaeda

Efe,

11 de dezembro de 2009 | 22h25

O Departamento de Estado dos EUA revelou nesta sexta-feira, 11, que são seis os americanos detidos no Paquistão que, segundo o governo, tentavam se unir à rede terrorista Al-Qaeda para lutar no Afeganistão contra as tropas americanas.

 

O porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, indicou que os seis foram visitados nesta sexta por autoridades americanas em Sargodha, no Paquistão, e que pediram que sua situação não fosse informada aos meios de comunicação. "Confirmamos que os seis são americanos", disse o porta-voz, acrescentando que a visita dos funcionários americanos teve o objetivo de constatar o estado dos prisioneiros, oferecer-lhes ajuda legal e facilitar sua comunicação com familiares e amigos.

 

Kelly manifestou que até agora eles não foram acusados formalmente no Paquistão e que não existem processos abertos contra eles nos EUA. "Nosso papel é garantir que sejam tratados adequadamente e que tenham acesso a uma lista de advogados. Estamos prontos para facilitar sua comunicação com amigos e familiares", anunciou o porta-voz.

 

Até agora, sabia-se que se tratava de cinco jovens americanos que, segundo informações se Islamabad, foram detidos quando tentavam cruzar a fronteira do Paquistão com o Afeganistão para lutar contra as tropas dos EUA.

 

O governo e o FBI não revelaram a identidade dos detidos, embora a imprensa americana tenha citado declarações de fontes paquistanesas que indicaram que se trata de estudantes que desapareceram de suas casas nos EUA no fim de novembro.

 

Segundo informou esta semana o jornal Washington Post, um dos jovens deixou um vídeo de 11 minutos no qual aparece recitando versos do Corão, livro sagrado do Islã, e faz referência aos conflitos entre o Ocidente e os países muçulmano.

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