EUA saúdam decisão de Israel de aliviar bloqueio à Faixa de Gaza

Segundo Departamento de Estado, ação 'reflete esforços' empreendidos no Oriente Médio

estadão.com.br

17 de junho de 2010 | 16h27

WASHINGTON - Os EUA saudaram nesta quinta-feira, 17, a iniciativa de Israel de amenizar o bloqueio mantido contra a Faixa de Gaza e esperam que a decisão melhore a situação humanitária no território palestino, informou a agência AFP.

 

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"Saudamos os princípios gerais anunciados pelo governo israelense", disse Mark Toner, um porta-voz do Departamento de Estado. "A ação reflete o tipo de mudança que temos discutido com nossos amigos israelenses", disse, acrescentando que o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, "seguirá trabalhando com eles nos próximos dias" durante sua estadia na região.

 

Israel anunciou o relaxamento do bloqueio imposto à Faixa de Gaza após sofrer grande pressão internacional para colocar fim ao embargo por conta do ataque realizado contra uma frota de barcos que tentava furar o bloqueio no mês passado, que resultou na morte de nove ativistas turcos.

 

O governo já passou a lista dos bens que podem entrar em Gaza para a Autoridade Nacional Palestina (ANP). "Notificamos à ANP que desde hoje não vai haver nenhuma restrição aos produtos alimentícios. Também será autorizada a entrada de outros artigos por meio de organizações internacionais ou do setor privado, como material educacional, equipamento de cozinha, brinquedos e móveis", disse um funcionário do governo.

 

Israel impôs o bloqueio logo depois que o grupo palestino Hamas tomou o controle do território, em 2006. Com o bloqueio, o governo israelense impõe restrições de viagens e entrada de ajuda à Faixa de Gaza. Israel só permite a entrada de ajuda humanitária a Gaza através de pontos controlados na fronteira terrestre entre os territórios.

 

A ajuda humanitária enviada a Gaza é constituída de materiais para construção como concreto e metais, material escolar e outros bens. Os materiais para construção, porém, se tornou bastante restrito, já que Israel alega que o Hamas os usa como matéria prima para construir esconderijos e mísseis.

 

Israel diz que o embargo aumenta sua segurança, mas o bloqueio foi vastamente criticado por ferir direitos básicos da população na Faixa de Gaza.

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