EUA se distanciam do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Os Estados Unidos ampliaram nasexta-feira sua distância em relação ao Conselho de DireitosHumanos da ONU, afirmando que só irão participar dele em casode "profundo interesse nacional."Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado, disse quea decisão, tomada recentemente pela secretária de EstadoCondoleezza Rice, reflete a desconfiança de Washington emrelação a esse órgão de 47 países, no qual os EUA atualmentetêm status de observador. "Nosso ceticismo a respeito do papel do Conselho deDireitos Humanos da ONU em termos de cumprir seu mandato e suamissão é bem conhecido. É um histórico bastante patético",disse McCormack a jornalistas. "Nós vamos nos envolver no Conselho de Direitos Humanos sóquando acreditarmos que há questões de profundo interessenacional perante ele [...]. Vamos adotar uma abordagem maisdiscreta", acrescentou. Fontes diplomáticas disseram que os EUA informaramdiscretamente aos seus aliados ocidentais na sexta-feira aintenção de abandonar o conselho. Desde que o conselho foi criado, há dois anos, os EUA nuncase candidataram a uma vaga, reservando-se o status deobservador com direito a voz nas reuniões em Genebra. Em debate na sexta-feira a respeito de Mianmar, os EUAdeixaram de se pronunciar a respeito dessa questão em que atéagora sempre se envolviam, em mais um sinal do distanciamento. O Conselho de Direitos Humanos surgiu há dois anos parasubstituir a desacreditada Comissão de Direitos Humanos da ONU.Críticos dizem, porém, que o novo órgão está sob o controle deum bloco de países islâmicos e africanos, que se aliam aRússia, China e Cuba para conseguir a maioria. "Ao invés de focar em algumas das reais e profundasquestões de direitos humanos pelo mundo, ele realmente setransformou em um fórum que parece estar unicamente voltado aesmagar Israel", disse McCormack. (Reportagem de Sue Pleming e Stephanie Nebehay)

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