EUA se perguntam o que Martin Luther King Jr. faria pelos direitos civis em 2014

As suposições sobre o que o reverendo Martin Luther King Jr. faria para promover os direitos civis em 2014, se não tivesse sido assassinato décadas atrás, marcaram discursos e celebrações realizados por todo os Estados Unidos para homenagear sua memória nesta segunda-feira.

Reuters

20 de janeiro de 2014 | 19h38

Lembrando o famoso discurso "Eu tenho um sonho", de King, o prefeito de Atlanta, Kasim Reed, disse que o falecido líder da defesa dos direitos civis gostaria que os estudantes entendessem isso como um chamado para permanecerem na escola e se tornarem educados para melhorar o mundo.

"Nós temos de mudar o plano de aula para um plano de sonho", declarou Reed a uma multidão reunida na Igreja Batista Ebenezer para o feriado federal do Dia de Martin Luther King Jr.

Ele disse que King iria querer que as crianças ouvissem: "Vocês não estão indo à escola só para estudarem matemática, vocês estão indo à escola para serem alguém."

Na cidade de Nova York, o prefeito recém-eleito Bill de Blasio, que assumiu o cargo prometendo mais oportunidades para os moradores mais pobres, disse durante um tributo: "Dr. King nos diria que não podemos esperar" para trazer igualdade de renda aos nova-iorquinos.

De Blasio prometeu que seu governo iria começar imediatamente "o trabalho de mudar esta cidade".

Na lotada igreja de Atlanta, perto do Martin Luther King Center, que promove sua filosofia de não-violência, Berenice, filha de King, foi aplaudida ao fazer um apelo para que a mensagem dele seja honrada transformando a segunda-feira em um dia "sem disparo de armas" - em razão dos episódios recentes de tiroteios e outros tipos de violência com armas por todo o país.

Um evento comemorativo foi um programa de recompra de armas organizado pela unidade de Atlanta da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor, na esperança de retirar 1.000 armas de fogo das ruas da cidade.

King, que 50 anos atrás recebeu o Prêmio Nobel da Paz, foi assassinado em Memphis, no Estado do Tennessee, em 1968. Ele nasceu em 15 de janeiro de 1929 e o feriado para celebrar seu aniversário foi criado em meados dos anos 1980.

Muitos norte-americanos comemoram o feriado como voluntários em projetos de ajuda e outros eventos beneficentes.

Pela primeira vez, o Museu Nacional dos Direitos Civis, em Memphis, que abrange o Lorraine Motel, onde King foi morto, transmitiu publicamente a gravação de uma entrevista com ele em 1960 discutindo o movimento dos direitos civis. O mágico David Copperfield doou a fita para o museu em 2012.

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