EUA seguirão com supremacia militar mesmo com cortes, diz Obama

O presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu nesta quinta-feira manter os EUA como a potência militar dominante no mundo, ao lançar uma nova estratégia de defesa para reduzir o tamanho das Forças Armadas do país diante de um orçamento doméstico apertado.

REUTERS

05 de janeiro de 2012 | 16h33

"Nossas (forças) militares serão mais enxutas, mas o mundo deve saber -os EUA irão manter nossa superioridade militar com Forças Armadas que são ágeis, flexíveis e prontas para toda a gama de contingências e ameaças", disse Obama em uma entrevista coletiva no Pentágono.

Enfatizando a presença norte-americana na região da Ásia-Pacífico, onde há uma crescente rivalidade entre EUA com uma China cada vez mais assertiva, Obama advertiu os militares a manterem-se vigilantes no Oriente Médio.

No mês passado, tropas dos EUA completaram sua retirada do Iraque, que foi invadido em 2003 para derrubar o ditador Saddam Hussein, e estão reduzindo sua presença no Afeganistão.

Obama, focado em impulsionar o crescimento econômico e a redução do elevado nível de desemprego nos EUA enquanto briga pela sua reeleição em novembro, disse que acabar com as duas guerras foi uma oportunidade para reequilibrar as prioridades da despesa nacional, após uma década de conflito.

Observando que o orçamento da Defesa teve um crescimento "extraordinário" após os ataques do 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, Obama disse que o ritmo de gastos continuará a crescer, porém num ritmo mais lento.

"Acredito firmemente, e eu acho que o povo norte-americano entende, que nós podemos manter nossos militares fortes -e nossa nação segura- com um orçamento de defesa que continua a ser maior do que cerca os próximos 10 países juntos", disse ele.

Obama já apontou cortes no orçamento da defesa de 489 bilhões de dólares em 10 anos.

A proposta do orçamento de Obama para 2013 será publicado no início de fevereiro.

"Alguns, sem dúvida, irão dizer que as reduções de gastos são muito grandes, outros dirão que são muito pequenas", disse Obama. "Após uma década de guerra, e enquanto nós reconstruímos as fontes de nossa força -em casa e no exterior- é hora de restabelecer esse equilíbrio."

(Reportagem de Matt Spetalnick e Alister Bull)

Tudo o que sabemos sobre:
EUAOBAMADEFESA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.