EUA superam outro obstáculo para aprovar reforma na saúde

Senado americano aprovou moção de procedimento por 60 votos democratas contra 39 republicanos

Efe

22 de dezembro de 2009 | 12h09

O Senado dos Estados Unidos superou nesta terça, 22, outro obstáculo para aprovar a reforma no sistema de saúde americano esta semana, ao aprovar por 60 votos democratas contra 39 republicanos uma moção de procedimento que dá sinal verde a uma emenda.

 

Após o sim dos legisladores à moção, falta apenas mais uma moção de procedimento, que será votada nesta quarta-feira, 23, antes que o Senado submeta na quinta-feira à votação do plenário o projeto de lei de reforma do sistema de saúde, a principal prioridade política do presidente Barack Obama.

 

No início da votação, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, pediu que os senadores deixassem de lado os ataques pessoais durante o debate para que o projeto final possa ser votado antes do recesso de Natal.

 

APROVAÇÃO

A maioria dos eleitores norte-americanos não apoia a reforma no sistema de saúde impulsionada pelo presidente Barack Obama. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade Quinnipiac divulgada nesta terça, que mostrou que 53% dos 1.616 eleitores consultados afirmaram que "desaprovam em sua maioria" o projeto. Já 56% dos eleitores também reprovam a forma como Obama atua no esforço para obter a reforma.

 

Outro dado negativo para Obama é que diminuiu a margem de vantagem dele, quando os eleitores são questionados sobre em quem eles confiam mais no tema da saúde, no Partido Democrata, do presidente, ou na oposição do Partido Republicano. Em julho, a vantagem da situação nesse quesito era de 20 pontos, mas agora ela diminuiu para 5 pontos, 45 a 40.

 

Os republicanos devem usar bastante o tema da reforma da saúde em suas campanhas para as eleições legislativas de novembro do ano que vem, no meio do mandato de Obama. A pesquisa mostra que, entre os republicanos, a desaprovação à lei está em 83%, ante 10% que a apoiam.

 

Mesmo entre os eleitores independentes, cruciais para as eleições no país, 58% "desaprovam em sua maioria" o projeto de reforma. Trinta por cento dos independentes apoiam a medida.

 

Já quando questionados sobre a existência de uma opção de seguro-saúde público, proposta pelo governo, os eleitores em sua maioria apoiaram a medida, por 56% a 38%. O Senado retirou essa opção de seu projeto, mas ela permanece na versão da Câmara dos Representantes, aprovada em novembro.

 

O próximo grande obstáculo em relação ao tema será que as duas Casas negociem um compromisso e então enviem uma versão final para Obama.

 

A pesquisa da Universidade Quinnipiac concluiu que, para 73% dos consultados, o governo não pode fazer a reforma sem aumentar o déficit orçamentário. E, para 56%, é melhor não haver reforma, caso o déficit precise aumentar.

 

Obama rechaçou em várias ocasiões a alegação de que a reforma possa piorar o déficit público do país, já bastante expressivo. O presidente lembrou na segunda-feira que o grupo apartidário Congressional Budget Office (CBO) concluiu que a lei reduzirá o déficit em US$ 132 bilhões nos primeiros dez anos, e em até US$ 1,3 trilhão nos dez anos seguintes.

 

As informações são da Dow Jones.

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