EUA usam aviões 'invisíveis' como alerta à Coreia do Norte

Os Estados Unidos realizaram nesta quinta-feira exercícios com dois aviões "invisíveis" sobre a Coreia do Sul, em mais uma demonstração de força para a Coreia do Norte depois de realizar atividade semelhante com um bombardeiro B52 nesta semana, em um momento de tensão elevada na região.

Reuters

28 de março de 2013 | 19h11

Os voos ocorreram depois de Pyongyang dizer que iria atacar bases norte-americanas no Pacífico, em reação a proposta de Washington para impor sanções como punição à Coreia do Norte por ter feito um terceiro teste de armas atômicas.

O Norte também ameaçou realizar ataques nucleares contra o território dos EUA, além de ações de guerra contra a Coreia do Sul.

Os aviões do tipo Stealth ("furtivos") são indetectáveis por radares. Em nota, a Força Aérea dos EUA na Coreia disse que a missão envolveu dois bombardeiros modelo B-2 Spirit, vinculados à 509a Esquadra de Bombas.

"Essa missão... demonstra a capacidade dos Estados Unidos para conduzir ataques de precisão de longo alcance e precisa, de forma rápida e quando desejarem", disse a nota.

Também na quinta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, afirmou que as ações provocativas e o tom beligerante da Coreia do Norte "intensificam o perigo" na região. Mas ele negou que o uso dos bombardeiros "invisíveis" tenha agravado a situação.

"Devemos levar a sério cada palavra e ação provocativa e belicosa que esse novo jovem líder adotou até agora", disse Hagel em entrevista coletiva no Pentágono, referindo-se ao dirigente comunista Kim Jong-un.

A Coreia do Norte colocou suas Forças Armadas de prontidão para enfrentar exercícios militares "hostis" dos EUA e da Coreia do Sul. Washington diz que tais exercícios anuais têm caráter defensivo.

Pyongyang também disse que irá desconsiderar o armistício que encerrou a Guerra da Coreia (1950-53), e que interromperia todos os contatos com as forças dos EUA, com a ONU e com a Coreia do Sul.

Militares dos EUA disseram que seus bombardeiros decolaram de bases do Missouri e voaram até o local onde simularam um bombardeio, como parte do exercício militar chamado Filhote de Águia, realizado em conjunto com a Coreia do Sul.

Em 15 de março, os militares dos EUA anunciaram que iriam reforçar suas defesas antimísseis em resposta às ameaças norte-coreanas.

(Reportagem de David Chance)

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