EUA usarão aviões não tripulados na fronteira com México

O governo dos Estados Unidos usará aviões não tripulados para vigiar toda a sua fronteira sudoeste com o México a partir de quarta-feira, disse nesta segunda-feira a secretária de Segurança Doméstica do país, Janet Napolitano.

REUTERS

30 de agosto de 2010 | 18h46

Como parte das medidas destinadas a aumentar a segurança da fronteira neste ano eleitoral nos EUA, o Departamento de Alfândegas e Proteção das Fronteiras começará a operar aparelhos Predator B a partir de Corpus Christi (Texas). Assim, a vigilância aérea não tripulada abrangerá toda a fronteira entre os EUA e México, de quase 3.200 quilômetros.

"Com a mobilização do Predator no Texas, poderemos cobrir a fronteira sudoeste desde o setor El Centro, na Califórnia, até o golfo do México, no Texas, fornecendo uma assistência de vigilância aérea crítica ao pessoal no terreno", informou a secretária em teleconferência.

"Este é mais um passo crítico que demos para assegurar a segurança da fronteira, e é uma ferramenta importante na nossa caixa de ferramentas de segurança", acrescentou.

A imigração ilegal e a segurança ao longo da porosa fronteira com o México se tornaram um dos principais assuntos na campanha para a eleição parlamentar de novembro.

O presidente Barack Obama sancionou este mês um projeto que concede 600 milhões de dólares para a contração de 1.500 novos agentes, inspetores alfandegários e outros funcionários para atuarem ao longo da fronteira, além de comprar mais dois aviões não tripulados.

Napolitano disse que, até o começo do ano que vem, a frota do departamento de Alfândegas e Proteção das Fronteiras chegará a seis aviões-robô.

O Predator B é produzido pela empresa General Atomics, com equipamentos como câmeras de visão noturna e diurna, usados para a detecção de traficantes de drogas e pessoas. Os aparelhos têm autonomia de voo de até 30 horas.

Também na segunda-feira, o governo mexicano informou ter demitido quase 10 por cento da sua Polícia Federal, como parte dos esforços para combater a corrupção e confrontar os poderosos cartéis de traficantes.

"Como eles deixaram de cumprir os deveres estabelecidos na lei da polícia federal, 3.200 policiais foram demitidos", disse o subchefe de polícia Facundo Rosas numa entrevista à imprensa nesta segunda-feira.

Outros 465 policiais, inclusive um chefe de polícia na violenta Ciudad Juarez (norte), que foi denunciado por corrupção por seus próprios subordinados, também será demitido.

Mais de 28 mil pessoas já morreram por causa da violência associada ao narcotráfico desde que o presidente Felipe Calderón assumiu o poder e mobilizou os militares para o combate aos traficantes, em 2006.

(Reportagem de Tim Gaynor)

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