EUA vão encerrar programa de segurança no Equador, a pedido do governo local

Os Estados Unidos vão suspender uma iniciativa bilateral de segurança dirigida por oficiais militares em sua embaixada no Equador após um pedido do governo equatoriano, disse um porta-voz da embaixada nesta sexta-feira.

Reuters

25 de abril de 2014 | 19h30

O Equador enviou em 7 de abril uma carta à embaixada dos EUA pedindo-lhe que eliminasse o Escritório de Cooperação de Segurança, depois de comentários feitos em janeiro pelo presidente Rafael Correa de que a embaixada tinha um número "escandaloso" de oficiais militares.

O escritório concedeu 7 milhões de dólares ao Equador no ano passado para programas relacionados à capacitação técnica, manutenção de veículos e aviões, operações de combate ao narcotráfico e tráfico de seres humanos, entre outros.

"O governo pediu que o escritório encerrasse suas atividades até o final de abril e nós respeitamos essa decisão soberana", disse o porta-voz Jeff Weinshenker à Reuters.

"Lamentamos esse resultado porque vai limitar fortemente os nossos laços bilaterais em questões de segurança."

Correa, um crítico fervoroso dos Estados Unidos, havia advertido que esses militares poderiam ter se "infiltrado" em diferentes setores do país, mas não deu detalhes.

O Ministério das Relações Exteriores do Equador não emitiu nenhum comunicado sobre o caso e as autoridades não estavam disponíveis para comentar.

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