EFE
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EUA vão investigar se irmãos chechenos tiveram ajuda no atentado em Boston

Após 22 horas de caçada, Dzhokhar Tsarnaev, um dos suspeitos, foi preso; 'Nós o pegamos', disse prefeito no Twitter

Reuters

20 de abril de 2013 | 10h03

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu que o país descobrirá se os dois irmãos chechenos suspeitos pelas explosões na maratona de Boston receberam ajuda, e pediu para que os norte-americanos evitem julgamentos.

Obama foi até a sala de entrevistas da Casa Branca depois de a polícia ter prendido o único suspeito vivo em Watertown, encerrando uma dramática caçada ao homem. O outro suspeito foi morto em um tiroteio com a polícia na madrugada de sexta-feira, 19. 

O presidente norte-americano assistiu aos acontecimentos desta sexta pela televisão, na Casa Branca, e então retornou ao Salão Oval, onde recebeu informações do diretor do FBI, Robert Mueller. O alívio tomou conta da Casa Branca quando a notícia da prisão de Dzhokhar Tsarnaev chegou, mas não houve celebração.

"Obviamente, nesta noite ainda temos muitas perguntas sem resposta. Entre elas: por que dois jovens que cresceram e estudaram aqui, como parte de nossas comunidades e país, recorrem a tal violência? Como eles planejaram e realizaram esses ataques? E, finalmente, receberam alguma ajuda?", questionou Obama.

Há dúvidas ainda sobre as informações divulgadas na sexta-feira de que o FBI interrogou um dos suspeitos em 2011 e não encontrou evidências de que ele era perigoso.

"Vamos determinar o que aconteceu. Vamos investigar qualquer associação que esses terroristas possam ter e continuaremos a fazer o que temos de fazer para manter o nosso povo a salvo", afirmou Obama sobre as duas explosões que mataram três pessoas e deixaram 176 feridos.

Obama pediu para que os norte-americanos evitem julgamentos, dizendo que o povo deve permanecer com a "unidade e diversidade que nos fazem fortes".

"É por isso que temos tribunais", disse.

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