Manuel Balce Ceneta/AP
Manuel Balce Ceneta/AP

EUA vão revisar lei que proíbe gays de servirem o Exército

No Senado, secretário de Defesa diz que estudo levará em conta o impacto que teria anulação da medida

Efe,

02 de fevereiro de 2010 | 16h03

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, anunciou nesta terça-feira, 2, no Senado a criação de um grupo de trabalho para estudar a anulação de uma lei de 1993 que proíbe a participação de homossexuais nas Forças Armadas do País.

 

Durante audiência no comitê de assuntos militares do Senado, Gates disse que a revisão levará em conta o impacto que teria a anulação da lei, que proíbe os membros da ativa e falar publicamente de sua opção sexual, e a seus superiores de questioná-los sobre o assunto.

 

"Recebemos ordens do comandante em chefe e estamos agindo conforme estas ordens. A decisão final, no entanto, é do Congresso", disse Gates.

 

De acordo com o secretário de Defesa, o grupo de trabalho, que terá um ano para entregar suas recomendações, será liderado pelo advogado do Pentágono, Jeb Johnsson, e pelo general Carter Ham, chefe do exército americano na Europa. Ainda segundo Gates, o Pentágono estudará a maneira mais justa e humana de aplicar a lei atual. 

 

O senador John McCain, líder republicano no comitê, criticou a medida e se disse profundamente desapontado. Segundo ele, A política atual não é

a ideal, mas funciona. "A proposta é enviesada porque está predisposta a mudar a lei", disse.

 

O chefe do Estado-Maior, almirante Mike Mullen, disse que, em sua opinião, banir o veto é a coisa certa a ser feita. "O correto é permitir que os homossexuais sirvam", disse Mullen.

 

A política ficou conhecida como "Don't ask, don't tell" (Não pergunte, não responda). A mudança na legislação é uma das promessas de campanha do presidente Barack Obama e foi mencionada por ele no discurso sobre o Estado da União, na semana passada.

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