EUA vão treinar líderes comunitários para identificarem potenciais extremistas

O governo dos Estados Unidos lançou um programa nesta segunda-feira para treinar figuras comunitárias importantes em todo o país, a fim de evitar que jovens radicais se integrem ao Estado Islâmico e outros grupos extremistas lutando na Síria e no Iraque.

ARUNA VISWANATHA, REUTERS

15 de setembro de 2014 | 09h21

“Hoje, poucas ameaças são mais urgentes do que a ameaça representada pelo extremismo violento”, disse o procurador-geral Eric Holder em um vídeo sobre o programa.

O Departamento de Justiça, a Casa Branca e outras agências estão iniciando uma série de programas-piloto para unir líderes comunitários, autoridades policiais e outros agentes com a finalidade de desenvolver uma estratégia para combater essa ameaça, disse Holder.

Embora os programas existentes tenham focado em líderes comunitários, os novos também incluirão professores e profissionais dos ramos de saúde mental e de serviços sociais, dando mais apoio e desenvolvendo maneiras de identificar potenciais extremistas, disse um representante com conhecimento do programa.

A meta é intervir antes que as pessoas se radicalizam, disse o representante, que não quis ser identificado.

Autoridades policiais dizem ter tido sucesso em esforços semelhantes para combater a violência de gangues, por exemplo, ao treinar professores, assistentes sociais e outros profissionais sobre o que procurar e como esses potenciais militantes são recrutados.

O presidente Barack Obama definiu como uma parte de sua estratégia contra militantes do Estado Islâmico impedir a ida de norte-americanos radicalizados para tomarem parte de conflitos no exterior. A estratégia inclui uma campanha militar para destruir o grupo.

Obama disse em um discurso na quarta-feira que as autoridades ofereceriam “programas domésticos sob medida para evitar o extremismo violento e a radicalização”.

Autoridades dos EUA estimaram que até 15 mil combatentes estrangeiros estão operando na Síria, incluindo 3.000 ocidentais, entre os quais 100 norte-americanos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas planeja exigir que países combatam o recrutamento de combatentes estrangeiros ao criar leis criminais especificamente sobre o tema, informou a Reuters na semana passada.

A resolução preliminar foi motivada pelo crescimento do Estado Islâmico - um grupo dissidente da al Qaeda que tomou grandes faixas de território na Síria e no Iraque e declarou um califado na região - e da Frente Nusra, ala da al Qaeda na Síria.

(Por Aruna Viswanatha)

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