EUA vêem Al-Qaeda como maior ameaça terrorista ao país

Quase 7 anos depois de 11 de setembro, grupo ainda é apontado como o mais perigoso para os Estados Unidos

PAUL ECKERT, REUTERS

30 de abril de 2008 | 17h40

Quase sete anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a Al-Qaeda continua sendo a maior ameaça terrorista aos Estados Unidos e seus aliados, disse o Departamento de Estado em um relatório anual de 312 páginas divulgado nesta quarta-feira, 30.O levantamento de tendências e incidentes terroristas em 2007 diz que a Al-Qaeda usa áreas tribais do Paquistão para reconstruir sua liderança e substituir combatentes capturados ou mortos. Além disso, forjou alianças regionais com militantes da África. De acordo com o relatório, a Al-Qaeda "utiliza o terrorismo, bem como a subversão, a propaganda e a guerra aberta; ela busca armas de destruição em massa a fim de infligir o máximo dano possível sobre quem quer que atravesse seu caminho, inclusive muçulmanos e/ou idosos, mulheres e crianças". Houve uma ligeira redução global no número de atentados terroristas em 2007 em relação ao ano anterior, de 14.570 para 14.499. O número de vitimas fatais, porém, subiu de 20.872 para 22.685, segundo o Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA. Os ataques reivindicados pela Al Qaeda mataram ou feriram 5.400 civis, sendo 2.400 crianças, e os muçulmanos foram mais de 50 por cento das vítimas do grupo de Osama bin Laden, segundo os dados do Centro. No Iraque, o número de incidentes caiu de 6.628 em 2006 para 6.212 em 2007. Mas o país continua sofrendo 45 por cento de todos os atentados e 60 por cento de todas as vítimas fatais do terrorismo no mundo. No Afeganistão, sempre segundo dados do relatório, o número de atentados subiu de 969 para 1.127 em um ano. No Paquistão, o aumento foi de quase cem por cento. Dell Dailey, coordenador do Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado, disse que a Al Qaeda está "mais fraca agora do que estava" quando cometeu os ataques do 11 de Setembro, que isso seria em parte resultado das ações armadas dos EUA. A lista de países acusados de patrocinar o terrorismo - Cuba, Irã, Coréia do Norte, Sudão e Síria - continua a mesma, embora muitos no governo cogitem a retirada de Pyongyang da lista. De acordo com Dailey, o caso mais grave é do Irã, por supostamente ajudar grupos militantes nos territórios palestinos, no Líbano, no Iraque e no Afeganistão. O funcionário disse ainda que a Venezuela de Hugo Chávez não colabora satisfatoriamente com os esforços antiterror dos EUA. O relatório afirma que Chávez "aprofundou as relações com Irã e Cuba, Estados patrocinadores do terrorismo" e demonstra simpatia pela guerrilha colombiana Farc. (Reportagem de Paul Eckert)

Tudo o que sabemos sobre:
EUAAl-Qaedaterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.