EUA veem progresso em negociação para manter soldados no Iraque

O secretário de Defesa norte-americano, Leon Panetta, disse nesta sexta-feira que enxergou progressos na negociação com Bagdá para manter alguma presença militar norte-americana no Iraque depois do prazo para a desocupação, no fim do ano.

DAVID ALEXANDER, REUTERS

19 de agosto de 2011 | 19h35

Panetta disse a jornalistas de publicações que cobrem a área de defesa que, na sua opinião, os iraquianos finalmente concordaram com a permanência de instrutores militares norte-americanos a partir do ano que vem, e que agora eles estão negociando detalhes sobre a futura presença militar dos EUA.

"Minha opinião é que eles finalmente disseram 'sim'", disse Panetta, acrescentando que o presidente do Iraque, Jalal Talabani, participou na semana passada de uma reunião em que importantes líderes iraquianos decidiram solicitar negociações a respeito de "como será a presença de treinamento."

Ali al-Moussawi, consultor do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, disse que não está em discussão o adiamento da retirada das tropas dos EUA para depois do fim de 2011, mas que há negociações sobre a permanência de instrutores militares norte-americanos no Iraque. Ele acrescentou que nenhuma decisão foi tomada.

As autoridades dos EUA vêm insistentemente pressionando o Iraque a decidir logo se o país deseja manter alguma presença militar norte-americana. As duas partes precisariam concluir um acordo formal até o fim do ano.

Panetta disse que houve algumas divergências quanto à necessidade de um acordo estabelecendo o status dessas forças, mas "acho que eles agora reconhecem" que tal acordo precisará ser formalizado.

"Então suponho que tenhamos obtido progressos, e como resultado disso acho que vamos começar a nos envolver com eles para tentar negociar como será essa presença", afirmou.

(Reportagem adicional de Rania El Gamal, em Bagdá; e de Phil Stewart, em Washington)

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