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Eunice Kennedy, irmã de JKF, morre aos 88 anos

Filha do meio entre os nove irmãos da família Kennedy, Eunice foi a fundadora das Paraolimpíadas

11 Agosto 2009 | 08h57

Eunice Kennedy Shriver, irmã do falecido presidente americano John F. Kennedy, morreu na manhã desta terça-feira, 11, aos 88 anos de idade, anunciou a família por meio de um comunicado. Eunice sofreu uma série de derrames nos últimos anos e faleceu às 2h locais da madrugada (3h em Brasília) no Hospital Cape Cod, em Hyannis, no Estado americano de Massachusetts.

 

Membro da dinastia Kennedy, Eunice dedicou a vida para melhorar a situação das pessoas com deficiência mental, e fundou os Jogos Olímpicos Especiais para que estas pudessem mostrar suas habilidades. "Seu trabalho transformou as vidas de centenas de milhões de pessoas no mundo todo, que são, por sua vez, o legado vivo de Eunice", afirmou uma declaração emitida pela família.

 

Eunice Kennedy foi esposa de Sargent Shriver, cuja longa carreira de serviço público incluiu o estabelecimento do Corpo de Paz durante a Presidência de John F. Kennedy. Nascida em 10 de julho de 1921, Eunice foi a filha do meio entre os nove filhos de Joseph Kennedy e sua esposa, Rose. Entre os irmãos de Eunice, estão o senador Robert Kennedy, assassinado em 1968, e Edward Kennedy, que ainda é membro do Senado dos Estados Unidos. Entre os filhos de Shriver está Maria, uma ex-jornalista da televisão que casou com o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

 

Ted Kennedy, que luta contra um câncer no cérebro diagnosticado em maio de 2008, é considerado um leão do Partido Democrata por causa de sua luta de décadas por causas liberais que inclui a reforma do sistema de saúde.

 

Shriver começou o projeto das Olimpíadas Especiais em 1968 para promover a boa condição física e autoestima para aqueles com deficiências mentais e defendeu sua causa em Washington até seus 80 anos. O evento cresceu em 190 nações. Sua preocupação com a deficiência mental foi atribuída a seu relacionamento com sua irmã mais velha, Rosemary, que diziam ter um retardo mental moderado e passou a maior parte de sua vida em um longo tratamento após uma lobotomia.

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