Ex-fuzileiro se declara culpado de disparar contra Pentágono

Um ex-reservista dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos declarou-se culpado nesta quinta-feira das acusações de disparar contra o prédio do Pentágono e de tentar profanar túmulos no Cemitério Nacional de Arlington e pode pegar até 25 anos de prisão.

IAN SIM, REUTERS

26 de janeiro de 2012 | 17h57

Yonathan Melaku, de 23 anos, foi acusado de ter disparado um total de cinco tiros contra o Pentágono, o Museu Nacional dos Fuzileiros Navais e da Guarda Costeira e as estações de recrutamento dos Fuzileiros Navais no final de 2010.

Melaku, de Alexandria, na Virgínia, preocupou as autoridades federais na época de sua prisão, em junho, que temiam a possibilidade de um "lobo solitário" estar planejando um ataque mais sério nos Estados Unidos.

Quatro acusações de tiros e de destruição de patrimônio foram abandonadas no acordo perante o juiz distrital Gerald Bruce Lee, que vai sentenciar formalmente Melaku em uma data posterior. Seu advogado de defesa pediu um exame mental de Melaku antes da sentença.

Trajando um macacão verde da prisão, ele respondeu "sim senhor" e "não senhor" a questões do juiz. Quando questionado, ele se declarou "culpado".

Ninguém ficou ferido com os tiros, que aconteceram tarde da noite ou durante a madrugada, e houve cerca de 111.000 dólares em danos a propriedade.

Melaku gritou "Allahu Akbar" (Deus é Grande) depois dos tiros. Literatura sobre o Taliban, Al Qaeda e Osama bin Laden foi encontrada em sua casa, disseram as autoridades.

Seu objetivo era "criar medo e terror e foi o que ele fez", disse Dana Boente, promotor federal, a jornalistas depois da audiência.

Melaku, que nunca serviu no exterior, foi preso vários meses depois que tiros foram disparados no Cemitério Nacional de Arlington.

Em sua mochila as autoridades encontraram cápsulas de balas e pequenos sacos de nitrato de amônia, um fertilizante que pode ser usado para fazer bombas caseiras. Os promotores disseram que ele pretendia usar o material para profanar os túmulos.

Uma busca em sua casa descobriu documentos em seu computador sobre a fabricação de bombas e explosivos, segundo depoimento ao FBI.

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