Ex-líder da Ku Klux Klan é acusado por mortes em centro judaico nos EUA

O suspeito do assassinato de três pessoas em dois centros comunitários judaicos, na véspera da Páscoa judaica, perto de Kansas City, é um ex-líder da Ku Klux Klan com histórico de críticas mordazes contra os judeus, disseram as autoridades nesta segunda-feira.

CAREY GILLAM, Reuters

14 de abril de 2014 | 19h07

Frazier Glenn Cruz, de 73 anos, enfrenta acusação local e federal por crime de ódio, depois de sua prisão no domingo após um tiroteio que matou um adolescente e seu avô, diante de um centro da comunidade judaica, e uma mulher que ia visitar a mãe em uma casa de repouso judaica nas proximidades.

Os dois locais ficam em Overland Park, Kansas, um subúrbio de alto padrão nos arredores de Kansas City, Estado do Missouri. Muitas pessoas das imediações notaram que nenhuma das vítimas era judia. O menino e seu avô eram membros de uma congregação metodista igreja da área e a mulher era católica.

Cross, de Aurora, também no Missouri, tem ficha criminal e era conhecido pela polícia e grupos de defesa dos direitos humanos como um ex-membro sênior do movimento KKK e alguém que por muito tempo fez comentários públicos contra o povo judeu, segundo a polícia federal (FBI).

"O ataque de ontem (domingo)... é um golpe nas liberdades fundamentais centrais... de como o nosso país foi fundado e que vivemos todos os dias", disse o agente do FBI Michael Kaste.

"Nós determinamos agora que a motivação por trás disso foi um crime de ódio. Os atos que essa pessoa cometeu foram o resultado de crenças... que ele tinha."

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