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Ex-presos de Guantánamo se unem à Al-Qaeda no Iêmen

Segundo o britânico 'The Times', dos 198 suspeitos de terrorismo ainda detidos na base, 91 são iemenitas

Efe,

05 de janeiro de 2010 | 08h39

Onze ex-presos de Guantánamo voltaram a unir-se à Al-Qaeda para lutar no Iêmen, uma situação que preocupa pela capacidade do governo desse país para aceitar cerca de cem antigos reclusos da base dos Estados Unidos em Cuba, assinala nesta terça-feira, 5, o periódico britânico "The Times".

 

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Dos 198 reclusos ainda detidos em Guantánamo, 91 são iemenitas, ressalta o diário, que estima que a data prevista para o fechamento da base - próximo dia 22 - não poderá ser cumprido.

Após a tentativa fracassada de atentado contra um avião que voava de Amsterdã a Detroit, no dia de Natal, o governo dos EUA está preocupado que o Iêmen possa ser um viveiro de terroristas.

De acordo com o "The Times", os onze ex-reclusos de Guantánamo que se uniram à Al-Qaeda no Iêmen nasceram na Arábia Saudita.

O terreno montanhoso do Iêmen, sua pobreza e sua sociedade tribal sem lei fazem com que este país se torne o novo paraíso dos terroristas, na opinião de muitos analistas, indica o jornal.

"É uma questão ampla (os terroristas que se unem à Al-Qaeda) que vai além da transferência de detidos. O grosso dos que ainda estão detidos procedem do Iêmen (...) Tentamos trabalhar a respeito este assunto com o governo iemenita", disse o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell.

O diário acrescenta que se estima boa parte dos que ainda estão presos em Guantánamo podem voltar à atividade terrorista, pois foram considerados como uma maior ameaça para a segurança frente aos que já foram libertados.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, convocou uma cúpula global para tratar da radicalização islamita no Iêmen. A conferência, que conta com o apoio de Washington e da União Europeia (UE), acontece no dia 28 de janeiro, em Londres.

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