Ex-prisioneiros de Guantánamo agradecem povo de Palau

Uigures dão primeira entrevista em novo país, que os acolheu após oito anos na prisão militar dos EUA

Associated Press,

03 Novembro 2009 | 16h45

Os seis chineses uigures que saíram da prisão de Guantánamo agradeceram nesta terça-feira, 3, o presidente do arquipélago de Palau, Johnson Toribiong, para onde foram mandados após a decisão do presidente americano, Barack Obama, de fechar o complexo penitenciário.

 

"Somos extremamente gratos ao presidente e ao povo de Palau, que nos aceitou e nos deu um lar", disse Abdul Ghappar Abdul Rahman, que, junto de outros cinco chineses, passou mais de oito anos na prisão. "Os americanos nos disseram que esta será uma casa temporária. Vamos estudar inglês, procurar trabalho e estabelecer uma nova vida neste maravilhoso país", disse o ex-prisioneiro, na primeira entrevista dada desde que chegaram de Guantánamo.

 

Os seis chineses estavam entre os 22 muçulmanos capturados pelos EUA no Afeganistão e no Paquistão em 2001. Eles eram suspeitos de praticar terrorismo e foram levados para Guantánamo onde foram mantidos como combatentes até a Corte Federal ordenar sua libertação.

 

A Justiça chinesa pedia que os prisioneiros fossem levados de volta para seu país, onde, alegaram, seriam perseguidos e poderiam ser torturados. Por isso, aceitaram ser extraditados para Palau, arquipélago paradisíaco de 20 mil habitantes que depende - e é aliado - de Washington.

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