Ex-senador dos EUA Arlen Specter morre de câncer

Em 2009, político trocou o Partido Republicano pelo Democrata

WILL DUNHAM, Reuters

14 de outubro de 2012 | 15h35

Arlen Specter, político moderado de espírito independente, que passou três décadas no Senado dos Estados Unidos, mas foi rejeitado pelos eleitores da Pensilvânia após mudar, em 2009, do Partido Republicano para o Democrata, morreu de câncer neste domingo, disse sua família. Ele tinha 82 anos.

Specter anunciou em agosto a recorrência de um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer do sistema linfático. Seu filho Shanin Specter confirmou sua morte.

Resistente, inteligente e agressivo, o ex-promotor frequentemente irritava conservadores e liberais e se tornou o mais antigo senador da Pensilvânia nos Estados Unidos. Ele foi eleito para cinco mandatos de seis anos a partir de 1980. Specter deixou o Partido Republicano porque, segundo ele, tinha se tornado muito conservador.

Specter traçou um caminho moderado durante uma época em que os dois principais partidos políticos dos Estados Unidos tornaram-se cada vez mais polarizados, e muitas vezes rompeu com seu partido. Seu comportamento, por vezes, lhe rendeu apelidos como "Specter, o desertor".

Em 1996, ele tentou, sem sucesso, a indicação republicana à candidatura presidencial. Ele teve vários problemas de saúde, como uma cirurgia cardíaca de peito aberto e uma cirurgia de tumor cerebral, bem como a quimioterapia por duas crises de linfoma de Hodgkin.

Em abril de 2009, Specter abandonou os republicanos aos 79 anos e foi recebido por Obama e o vice-presidente Joe Biden como um democrata.

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