Exército da Líbia dá ultimato para opositores deixarem capital rebelde

Tropas de Kadafi seguem avançando ao leste e ameaçam encerrar revolução começada há um mês

Reuters

16 de março de 2011 | 20h15

TRÍPOLI - O Exército da Líbia deu um ultimato nesta quarta-feira, 16, para os moradores de Benghazi, o principal reduto dos rebeldes que querem derrubar o ditador Muamar Kadafi, alertando-os a deixar os locais controlados pelos opositores e os depósitos de armas até a meia-noite local (19 horas em Brasília), informou a televisão do país.

 

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Um texto transmitido na tela do canal Al-Libya disse aos moradores da cidade, no leste do país, que o Exército estava se aproximando para "apoiá-los e libertar a cidade das gangues armadas". "Pedimos que vocês deixem até meia-noite (horário local) as áreas onde homens armados e depósitos de armas estão localizados."

 

Notícias da mídia local informaram na terça-feira que os apoiadores de Kadafi fizeram ataques na cidade, o que os jornalistas internacionais não puderam confirmar. Não estava claro se esse alerta será seguido de alguma ação. O coronel tem usado aviões e helicópteros para combater os insurgentes.

 

Há duas semanas, os rebeldes pressionavam Kadafi e se aproximavam da capital Trípoli, um dos últimos refúgios do ditador. Melhores treinados e armados, porém, os soldados do coronel reverteram a situação e passaram a ganhar terreno em direção ao leste, onde estavam as principais cidades dos opositores. Agora, as forças do governo ameaçam acabar com a revolução começada há um mês e inspirada nas revoltas do Egito e da Tunísia.

 

A imposição de uma zona de exclusão aérea (no-fly zone, em inglês), favoreceria a oposição, mas a implantação da medida ainda é discutida no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A Liga Árabe e os rebeldes advogam pela decisão. A resolução será votada na quinta.

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