Exército dos EUA envia armas a combatentes curdos que defendem cidade síria

O Exército dos EUA informou ter lançado por via aérea armas para os grupos curdos sírios que combatem o Estado Islâmico perto da cidade de Kobani, na Síria, na primeira entrega em mais de um mês de combates, mas a iniciativa poderá desagradar à Turquia.

REUTERS

20 de outubro de 2014 | 08h11

O Comando Central dos EUA disse ter entregue armas, munições e suprimentos médicos para os curdos que estão tentando evitar um massacre por parte do Estado islâmico, grupo que se apoderou de vastas extensos de território na Síria e no Iraque este ano.

O principal grupo curdo sírio defendendo Kobani dos militantes Estado Islâmico disse nesta segunda-feira ter recebido uma "enorme quantidade" de munições e armas.

Kobani, também conhecida como Ayn al-Arab, está cercada por combatentes do Estado Islâmico no leste, oeste e sul, e limitada a norte pela fronteira com a Turquia.

O governo turco recusou pedidos de curdos sírios para que abrisse um corredor pelo qual os curdos de Kobani pudessem ser reabastecidos.

A Turquia vê os curdos sírios com profunda desconfiança por causa de suas ligações com o PKK - um grupo que pegou em armas por décadas pelos direitos dos curdos na Turquia.

O "reabastecimento" de combatentes curdos marca uma escalada no esforço dos EUA para ajudar as forças locais na Síria a derrotar o Estado Islâmico, grupo militante sunita radical, após anos de tentativas dos EUA de para evitar ser arrastado para a guerra civil síria, que já dura mais de três anos.

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