Extremista do Iêmen convoca muçulmanos dos EUA para a jihad

Anwar al-Awlaki está ligado a tiroteio em Fort Hood e atentado frustrado em Detroit

Reuters

18 de março de 2010 | 09h43

DUBAI - O clérigo americano ligado aos episódio do tiroteio na base militar de Fort Hood e do atentado frustrado no aeroporto de Detroit convocou os muçulmanos que vivem nos EUA a empreender a jihad, a guerra santa, no país, segundo uma gravação divulgada nesta quinta-feira, 18.

 

Anwar al-Awlaki é suspeito de ter entrado em contato com os muçulmanos responsáveis pelos dois episódios e foi quem gravou a mensagem, adquirida pela rede de notícias CNN. "Aos muçulmanos da América, eu lhes pergunto: como sua consciência deixam que vocês vivam em paz com a nação responsável pela tirania e pelos crimes cometidos por seus irmãos e irmãs?", indaga o terrorista. "Eu concluí que a jihad contra a América me chama, assim como chama todos os outros muçulmanos aptos", conclui.

 

A CNN, por meio de seu site, disse ter conseguido a gravação com exclusividade, mas que não podia comprovar sua autenticidade. Fontes especializadas, porém, acreditam que a voz seja mesmo a de al-Awlaki. As forças antiterroristas dos EUA avaliavam em fevereiro se incluiriam o insurgente na lista dos mais procurados se ele se mostrasse uma ameaça ao país. Acredita-se que ele viva no sul do Iêmen.

 

Segundo as investigações sobre esses dois episódios de terrorismo em território americano, al-Awlaki teria treinado o nigeriano responsável pelo atentado frustrado no aeroporto de Detroit no dia do Natal. Ele ainda teria trocado emails com o psiquiatra do Exército que abriu fogo contra colegas na base de Fort Hood, no Texas, e matou 13 pessoas.

 

Alguns países do Ocidente e a Arábia Saudita temem que a rede terrorista Al-Qaeda estejam explorando a instabilidade do empobrecido Iêmen para recrutar e treinar militantes pelos ataques na região e em outros locais.

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