Reprodução/Orkut
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Falhas permitiram que suspeito embarcasse em avião, diz jornal

Lapsos nas operações do FBI e da companhia aérea atrasaram a prisão de Shahzad

estadão.com.br

05 Maio 2010 | 09h08

WASHINGTON - A tentativa de fuga do paquistanês naturalizado americano, Faisal Shahzad, dos EUA após uma tentativa frustrada de detonar um carro-bomba em Nova York, levantou questionamentos sobre falhas nas ações das autoridades americanas no caso.

 

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Segundo o jornal americano, New York Times as dúvidas sobre como Faisal quase escapou imune do ocorrido se baseiam na ausência das autoridades em abordá-lo mesmo depois de 24 horas de investigações sobre o caso indicarem sua possível conexão com a tentativa de explosão em Times Square.

 

Apesar de Shahzad ter sido detido antes de conseguir fugir, houve pelo menos dois lapsos significantes nas medidas de segurança do governo e da linha aérea que permitiu que ele quase conseguisse escapar, disseram autoridades do Departamento de Segurança Nacional, do FBI e outras agências nesta terça-feira, 5, argumenta o jornal americano.

 

Primeiro, uma equipe do FBI que havia rastreado Shahzai em Connecticut perdeu seu rastro - sem deixar claro por quanto tempo - antes que ele dirigisse até o aeroporto internacional John F. Kennedy em Nova York, disseram as autoridades.

 

Como resultado, os investigadores não souberam que ele havia planejado voar para o exterior até que uma lista de passageiros definitiva fosse mandada para os oficiais na agência federal de Proteção de Alfândegas e Fronteiras minutos antes da decolagem.

 

Além disso, a linha aérea, Emirates, falhou em agir depois de ter recebido uma mensagem eletrônica ao meio-dia de segunda notificando todas as companhias para checar na lista de passageiros um certo nome, disseram os oficiais. Isso significou uma oportunidade perdida de pegá-lo quando ele fez a reserva e pagou em dinheiro pelo seu bilhete, horas antes do embarque.

 

Algumas autoridades do governo de Obama e membros do Congresso exaltaram na terça a forma com que o governo tratou das investigações, frisando que Shahzad foi identificado, seguido e preso antes que conseguisse escapar.

 

Entretanto, o prefeito R. Bloomberg, ainda que relutante em criticar as autoridades responsáveis pela segurança do aeroporto, disse que "claramente o cara estava no avião e não deveria. Tivemos sorte."

 

A senadora republicana Susan M. Collins disse que aplaudiu o trabalho dos oficiais que resolveram rapidamente o caso. Ainda assim, ele acrescentou: "Uma questão chave para mim é por quê o suspeito conseguiu subir abordo no avião em primeiro lugar."

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