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Família de Andréia Schwartz envia amigos para acompanhá-la

A mãe da cafetina brasileira, Dona Elza, preferiu permanecer em Vitória para evitar o 'assédio da mídia'

Marcelo Auler e Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

22 de março de 2008 | 18h22

A família da cafetina brasileira Andréia Schwartz ficou em casa neste sábado, 22, esperando a sua volta, em constantes contatos por telefone com os dois amigos que seguiram para São Paulo para acompanhá-la e com os diversos jornalistas que ligaram em busca de informações. Dona Elza, mãe de Andréia, desistiu de esperar a filha em Guarulhos, para evitar o "assédio da mídia", como explicou em um dos muitos telefonemas recebidos. Veja também:Cafetina que ajudou derrubar governador de NY chega ao Brasil Brasileira envolvida no caso Spitzer continua presa nos EUABrasileira é testemunha-chave no caso do governador de NYVeja imagens da chegada de Andréia   Família vive drama à espera da Andréia Para que a filha não viajasse sozinha entre Guarulhos e Vitória, seguiram para a capital paulista Roger Gouvêa e Carlos Alberto Silva, freqüentadores da Igreja Batista que têm amizade com a família. Pelo porte físico deles, mais pareciam seguranças. A mãe enviou para a filha a passagem aérea para Vitória com uma conexão no Rio por eles. Ao desembarcar em Guarulhos, porém, a cafetina brasileira acabou se desencontrando dos amigos capixabas por conta do suposto jornalista Dival Ramiro, que se diz freelancer dos jornais "New York Times" e "Daily News". Desde o embarque em Nova York, ele acompanhou Andréia evitando contatos dela com outros jornalistas. Segundo Dona Elza, Ramiro apresentou algumas propostas financeiras à capixaba em troca de uma entrevista exclusiva. Dona Elza chegou a anunciar a alguns jornalistas que lhe telefonaram pela manhã que a filha havia sido "seqüestrada" pelo jornalista americano. No início da tarde, seu atual esposo, Adriano Lemke, afastava a história do seqüestro explicando que a filha estava com Ramiro e com ele embarcaria à tarde para Vitória. Ela, porém, desistiu da viagem, segundo Gouvêa e Silva, ao deparar-se com um grande número de jornalistas na sala de embarque do Aeroporto de Guarulhos. Andréia e Ramiro permaneceram em São Paulo enquanto os dois capixabas viajaram conforme o previsto, fazendo uma conexão no Rio de Janeiro. Eles garantiram, porém, que neste domingo a capixaba estará junto à família em Vila Velha e, certamente, ao lado de Ramiro, que pretende retornar aos Estados Unidos na segunda-feira, levando na bagagem as informações que obtiver por meio da negociação financeira com a cafetina. Os amigos que foram a Guarulhos buscar Andréia contaram que a programação foi mudada para evitar assédio dos jornalistas durante o vôo para o Rio e nas horas de espera no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. Segundo eles, Andréia disse que queria esperar um tempo antes de conceder entrevistas, para decidir a melhor maneira de dizer o que se passou nos Estados Unidos, onde a cafetina teria sido testemunha nas investigações sobre rede de prostituição que derrubaram o governador de Nova York, Eliot Spitzer. Segundo passageiros do vôo procedente de Nova York, Andréia embarcou algemada e passou toda a viagem escondida atrás de grandes óculos escuros e um gorro de lã. Pouco antes da chegada em São Paulo, foi transferida para a primeira classe. Como foi deportada, Andréia não trouxe bagagem consigo.

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