Familiares de iraquianos mortos processam Blackwater

Tiroteio envolvendo funcionários da empresa de segurança privada americana deixou 17 mortos

Associated Press,

11 de outubro de 2007 | 17h57

Familiares de cidadãos iraquianos que morreram em um tiroteio envolvendo funcionários da empresa de segurança privada americana Blackwater entraram com um processo nos Estados Unidos contra a companhia nesta quinta-feira, 11.   Veja Também Marines querem deixar o Iraque, diz NYT  ONU pede investigação do assassinato de civis no Iraque Ataque a base dos EUA e explosão matam nove Grupos insurgentes formam conselho político no Iraque Ocupação do Iraque   A ação, que foi impetrada na corte distrital de Washington, afirma que a empresa recebeu mais de US$ 1 bilhão do governo americano desde 2001 e que os seguranças violaram as leis americanas no tiroteio do último dia 16. Dezessete iraquianos morreram no episódio.   "A Blackwater transformou a imprudência em lucros às custas de civis inocentes", disse o diretor executivo da organização Centro de Direitos Constitucionais, responsável pela ação nos Estados Unidos. O processo foi movido pelas famílias de três dos mortos e por um iraquiano ferido.   A porta-voz da Blackwater Anne Tyrrel informou que a companhia estava ciente da ação. "Como trata-se de uma questão sob investigação pelo FBI, nós evitaremos comentar as especificidades do caso. Afirmamos apenas que iremos nos defender com vigor."   O FBI está há uma semana nos Estados Unidos para investigar o incidente. Caso haja provas, a Blackwater poderá ser processada pelo Departamento de Justiça.   A empresa protege diplomatas americanos durante seus deslocamentos pelas perigosas ruas de Bagdá.

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