FBI alerta sobre riscos de levar presos de Guantánamo aos EUA

Após anúncio de Obama sobre fim da prisão, destino dos 240 detentos continua incerto; Senado bloqueia verba

Efe,

20 de maio de 2009 | 19h03

O diretor do FBI (polícia federal americana), Robert Muller, considerou nesta quarta-feira, 20, que a transferência de presos de Guantánamo para os Estados Unidos pode acarretar uma série de riscos para o país, ainda que fiquem reclusos em prisões de segurança máxima.

 

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Muller compareceu perante uma comissão de justiça no Congresso, na qual foi perguntado sobre a possibilidade de que algum dos 240 presos que permanecem na base militar de Guantánamo, em Cuba, sejam transferidos aos EUA quando a prisão fechar.

 

O presidente Barack Obama assinou em janeiro passado, dois dias após assumir a chefia de Estado, uma ordem executiva para fechar a base de Guantánamo dentro de um ano. No entanto, ainda não está claro o que acontecerá com os detidos.

 

O Senado dos EUA negou nesta quarta ao presidente Obama os US$ 80 milhões que tinha pedido para o fechamento da prisão, depois que os líderes democratas decidiram não apoiar o líder, até que explique o que acontecerá com os estrangeiros lá detidos.

 

Muller mostrou a preocupação do FBI com as ações que possam ser feitas em território americano em apoio ao terrorismo. O diretor do FBI fez também referência ao "potencial risco de que possam participar de ataques aos EUA". A subsecretária de Defesa americana para assuntos políticos, Michele Flournoy, pediu aos membros do Congresso que reconsiderem sua oposição de aceitar os detidos nos EUA, como afirmou a imprensa local.

 

Segundo o jornal "The Hill", a subsecretária afirmou que o fechamento de Guantánamo envolve "decisões difíceis para todos", mas disse que enquanto os EUA estão pedindo ajuda a seus parceiros, também tem que assumir sua parte. A secretária considerou que os legisladores têm que pensar de forma mais "estratégica."

 

"Estamos pedindo a nossos aliados que façam sua parte e nós também temos que compartilhar a responsabilidade", disse Flournoy, que se mostrou otimista que tanto a Europa como os EUA cheguem a um acordo.

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