FBI busca mulher que criou menina sequestrada nos EUA há 23 anos

Agentes federais começaram a procurar uma mulher da Carolina do Norte que criou uma menina sequestrada há 23 anos e que só reencontrou sua verdadeira família nesta semana, disse a família na sexta-feira.

AMAN ALI, REUTERS

21 de janeiro de 2011 | 22h02

Autoridades afirmaram que não conseguiram localizar Ann Pettway, que está em liberdade condicional como parte de um processo de peculato na Carolina do Norte no ano passado.

A família da garota de 23 anos, Carlina White, buscava respostas ao mesmo tempo em que comemorava sua volta para casa. Carlina desapareceu de um hospital do Harlem em 1987, disse a avó Elizabeth White.

"O FBI está tentando resolver o caso", disse White. "Eles estão querendo saber quem na família Pettway está envolvido e quem não está. Na verdade, acho que toda a família sabia disso."

Quanto ao retorno da menina desaparecida, ela disse que a todos estavam extremamente felizes. "Nossos amigos e familiares não veem a hora de se juntar para uma grande reunião em família", disse.

Acredita-se que Pettway tenha criado Carlina em Bridgeport, no Connecticut. O FBI não comentou o caso, e tentativas de falar com Pettway e seus familiares naquela cidade fracassaram.

A polícia de Nova York disse que em 1987, a mãe de Carlina, Joy White, tinha apenas dado à luz quando entregou a recém-nascida para uma mulher vestida de enfermeira num hospital. O bebê nuca mais foi visto.

Sem saber de sua verdadeira identidade, Carlina foi criada como Nejdra Nance em Bridgeport, a 70 quilômetros de sua verdadeira casa.

Ela ficou desconfiada de que algo estava errado quando sua suposta família não lhe entregou sua certidão de nascimento, e começou a rastrear seus pais biológicos em Nova York por meio do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas.

"Carlina entrou em contato conosco e indicou que estava desconfiada sobre sua identidade", disse à Reuters o presidente do centro, Ernie Allen. "Nós a entrevistamos, reunimos os fatos e detalhes e comparamos as informações com uma variedade de casos de crianças desaparecidas que tínhamos em nosso banco de dados."

Um teste de DNA confirmou que Carlina era a menina desaparecida.

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