FBI desarticula rede de fraude em indenização de vítimas do holocausto

Organização aprovava pedidos de pessoas que não sobreviveram ao nazismo para ficar com parte das indenizações

Efe,

09 de novembro de 2010 | 21h06

NOVA YORK- A procuradoria de Nova York revelou nesta terça-feira, 9, que desarticulou uma trama de fraude pela qual cerca de 5.500 judeus receberam US$ 42 milhões fazendo-se passar por vítimas do holocausto.

 

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O FBI prendeu 11 pessoas e 17 foram acusadas por crimes de fraude como resultado da investigação que descobriu que seis funcionários da Conferência sobre Reclamações Materiais Judeus contra a Alemanha, com sede em Nova York, processaram milhares de petições fraudulentas.

 

Os acusados, que se passavam por vítimas do nazismo, adulteraram suas certidões de nascimento e passaportes. Eles nasceram em sua maioria depois da Segunda Guerra Mundial e um deles nem é judeu.

 

A Conferência, uma organização sem fins lucrativos, administra diferentes fundações que oferecem compensações às vítimas do holocausto, entre elas The Hardship Fund e The Article 2 Fund, financiadas pelo governo da Alemanha.

 

Durante quase uma década os funcionários aprovaram mais de 5.500 pedidos fraudulentos de pessoas que não haviam sofrido o holocausto em troca de uma parte dos valores oferecidos pela Conferência.

 

"Cada um dos acusados desempenhou um papel crucial em criar, processar e aprovar esses pedidos fraudulentos", afirmou Janice Fedarcyk, agente do FBI, que chamou os empregados de "gananciosos".

 

Em dezembro de 2009 a própria organização detectou irregularidades nos processos de concessão de auxílio e entrou em contato com as autoridades, resultando na investigação.

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