FBI usou câmera para monitorar sequestrador no Alabama, diz mídia

As autoridades dos EUA usaram uma câmera oculta para observar um homem que manteve um menino como refém por quase uma semana em um porão fortificado do Alabama e decidiram intervir quando notaram que o sequestrador portava uma arma e parecia agitado, segundo reportagens.

Reuters

05 de fevereiro de 2013 | 19h59

O caso começou quando Jimmmy Lee Dykes, de 65 anos, matou o motorista de um ônibus escolar e capturou o menino, que foi identificado apenas como Ethan e completa 6 anos na quarta-feira. Dykes foi morto por policiais na segunda-feira e Ethan foi resgatado ileso, segundo autoridades.

"Ele está rindo, brincando, comendo", disse Steve Richardson, agente especial do FBI.

As autoridades divulgaram poucos detalhes sobre as negociações com Dykes e sobre a decisão de invadir o bunker da propriedade rural dele, nos arredores de Midland City, no canto sudeste do Alabama.

Em entrevista coletiva na segunda-feira, Richardson disse que as negociações se deterioraram nas 24 horas que antecederam o resgate.

A Rádio Pública Nacional noticiou que Dykes era observado por uma câmera que a polícia conseguiu infiltrar no porão. Dykes inicialmente atendia às necessidades do menino e parecia dormir pacificamente, mas depois pareceu estar agitado e ignorava a criança, segundo fontes que falaram à emissora.

Para preparar o resgate, agentes do FBI treinaram usando uma réplica do bunker montada perto do local, segundo apurou a ABC News junto a fontes não identificadas.

Uma fonte policial local disse à Reuters que uma bomba de efeito moral foi detonada antes que os agentes matassem Dykes.

(Por Verna Gates, com reportagem adicional de Tom Brown e David Adams)

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