FBI violou leis ao obter gravações telefônicas, diz 'Post'

Agência dos EUA desrespeitou Ato de Privacidade nas Comunicações Eletrônicas durante governo de Bush

Associated Press,

19 de janeiro de 2010 | 11h19

O FBI violou a Constituição dos EUA ao coletar milhares de gravações telefônicas durante o governo de George W. Bush informou nesta terça-feira, 19, o jornal Washington Post.

 

Citando comunicados e entrevistas internas, o jornal disse que o FBI invocou emergências terroristas não existentes ou persuadiu companhias telefônicas a fornecer informação enquanto reunia mais de 2 mil gravações no período de 2002 a 2006.

 

A agência admitiu que em 2007 obteve ilegalmente algumas gravações, e o inspetor geral do Departamento de Justiça deve divulgar neste mes um relatório detalhando as irregularidades.

 

A conselheira geral do FBI, Valerie Caproni, disse ao Post que os agentes tecnicamente violaram o Ato de Privacidade nas Comunicações Eletrônicas, que foi decretado em 1986, ao citar emergências inexistentes para reunir as gravações. "Deveríamos ter impedido as coisas de terem sido feitas dessa forma", disse.

 

Documentos obtidos pelo diário mostram que funcionário do FBI de tão altos cargos quanto diretores aprovaram os chamados de emergência irregulares. Segundo Valerie, o diretor do órgão, Robert Mueller, não sabia do problema até o fim de 2006 ou começo de 2007, após a investigação começar.

 

A conselheira disse ao Post que a tomada de qualquer medida disciplinar deve aguardar o parecer do inspetor sobre as investigações.

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