Fechar Guantánamo até 22 de janeiro será difícil, dizem EUA

Prazo foi estabelecido por Barack Obama no início do ano; governo faz campanha para transferência de presos

Reuters,

06 de outubro de 2009 | 16h22

O procurador dos EUA, Eric Holder, afirmou nesta terça-feira, 6, que atingir a meta de fechar a prisão de Guantánamo até o dia 22 de janeiro do ano que vem, conforme estabeleceu a administração do presidente Barack Obama, será um objetivo difícil. "Será difícil cumprir o prazo de 22 de janeiro", afirmou Holder.

 

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Em 22 de janeiro deste ano, Obama assinou um decreto que ordena o fechamento do campo de prisioneiros no prazo de um ano. Desde o pedido, autoridades do governo americano estão revisando arquivos de casos dos detidos de Guantánamo numa tentativa de determinar os detentos que devem enfrentar um julgamento criminal, quais enfrentarão comissões militares, quem será libertado e que presos não podem nem ser libertados nem julgados.

 

O campo de prisioneiros da base militar americana de Guantánamo abriga cerca de 250 detentos suspeitos de "terrorismo". Muitos deles estão presos sem nenhuma acusação formal.

 

Com o fechamento do centro, alguns deles precisam ser transferidos para outros países, já que poderiam ser perseguidos em suas terras natais, e por isso o governo dos EUA iniciou uma campanha para que outras nações os acolham.

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