Filha do pastor da Flórida diz que seu pai 'precisa de ajuda'

A filha do pastor norte-americano que ameaçou queimar cópias do Alcorão acredita que o pai enlouqueceu e que precisa de ajuda, disse ela à imprensa alemã em uma entrevista nesta sexta-feira.

REUTERS

10 de setembro de 2010 | 16h50

Emma Jones, que vive na Alemanha e não se dá com o pai, afirmou ao Spiegel Online que havia mandado um e-mail a ele pedindo que desistisse dos planos de queimar as cópias do livro sagrado do Islã, dizendo: "Pai, deixa isso para lá!". Segunda ela, ele não respondeu.

Depois de sofrer uma enorme pressão de líderes dos EUA e de demonstrações de raiva de muçulmanos do mundo todo, o pastor Terry Jones, de Gainsville, na Flórida, disse na sexta-feira que não ia mais queimar o Alcorão em memória dos ataques de 11 de Setembro.

Mas Jones parece ter deixado aberta a possibilidade de mudar de idéia, caso uma reunião marcada para acontecer no sábado, em Nova York, com líderes muçulmanos que pretendem construir um centro islâmico e uma mesquita perto do Marco Zero, não aconteça.

"Meu pai não costuma desistir das coisas", disse Emma Jones, de 30 anos. "Como filha, vejo uma pessoa boa nele. Mas acho que ele precisa de ajuda. Acho que ele enlouqueceu."

Ela descreveu como uma comunidade cristã que seu pai passou anos construindo em Colônia, na Alemanha, era inicialmente voltada para a Bíblia, mas depois mudou. Depois de deixar a comunidade, quando tinha 17 anos, Emma Jones disse que voltou em 2005 e descobriu que a igreja tinha se transformado numa espécie de seita.

"Vi que meu pai pregava e fazia coisas que eu não achava nem um pouco bíblicas. Ele exigia total lealdade a ele e à sua segunda mulher", disse. A primeira mulher dele morreu em 1996.

Emma Jones disse que a comunidade expulsou seu pai em 2008, quando ele voltou aos EUA. "Espero que ele recobre o juízo", disse ela.

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