Flórida e Michigan terão meio voto na convenção democrata

Estados haviam sido desconsiderados; Hillary esperava validar os votos por completo para alcançar Obama

Agências internacionais,

31 de maio de 2008 | 20h35

O comitê democrata decidiu neste sábado, 31, validar os delegados da Flórida e Michigan entre Barack Obama e Hillary Clinton, mas com direito a meio voto. Funcionários do partido disseram que a medida - aprovada por unanimidade segundo o jornal The New York Times - foi tomada porque nem a ex-primeira-dama nem o senador obtiveram apoio suficiente em suas propostas para resolução do impasse.   Veja também: Barack Obama deixa igreja de reverendo Wright Partidários de Hillary Clinton protestam em Washington Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Acompanhe a disputa entre os pré-candidatos    Em Michigan, a decisão valida os 69 delegados de Hillary e 59 de Obama. Segundo o acordo, cada um dos políticos terão meio voto na Convenção Nacional de agosto.   Também foi acertado dar lugar aos delegados de Flórida na convenção, com base nos resultados das prévias de janeiro. Dessa forma, a senadora ganhará 105 delegados, enquanto Obama levará 67. Os superdelegados seguirão a mesma norma e também terão meio voto.   Os dois Estados realizaram prévias adiantadas, em desacordo com as regras partidárias, e foram punidos com a retirada de todos os seus delegados na reunião de agosto.   Oficialmente, Hillary venceu as primárias de janeiro na Flórida e no Michigan, mas nem ela nem Obama fizeram campanha nos dois locais e o nome do senador não constava nas cédulas eleitorais de Michigan.   Segundo a contagem da rede CNN, sem a inclusão dos resultados dos dois Estados, Obama liderava a disputa pela indicação democrata com 202 delegados de vantagem. Dessa forma, ele precisaria de mais 42 para conseguir a nomeação.   Hillary Clinton pedia que os votos nos Estados fossem validados por completo, o que poderia dar um novo fôlego a sua campanha diante de Obama, que cada vez mais se aproxima da indicação oficial do partido.    Resposta da senadora   Harold Ickes, assessor de Hillary e um dos 30 membros do comitê que analisou a situação neste sábado, disse que a senadora tem o direito de apelar ao Comitê de Normas e Regulamentos da legenda. Neste caso, o problema é que a decisão não sairia até o início da convenção, em Denver, já que as medidas do comitê tem de ser aprovadas por maioria durante o encontro.A intenção do partido é evitar este tipo de situação a qualquer custo, pois só esquentaria as tensões entre os seguidores de Obama e Hillary.   Unidade   Durante a reunião, o presidente do Partido Democrata, Howard Dean, fez um apelo pela unidade da legenda. Dean disse na abertura da reunião do Comitê de Regras que queria que a decisão fosse parte de "um processo de cura que nos unifique, que nos permita raciocinar juntos."   Algo "que resulte em uma negociação no grupo, não em confrontação, de forma que, quando deixemos esta sala, estejamos todos vestindo os mesmos casacos azuis, para que possamos ir atrás dos republicanos com casacos vermelhos em novembro."   Ele destacou que "isto não é a respeito de Barack Obama ou de Hillary Clinton, isto tem a ver com nosso país. Tem a ver com restaurar a grandeza dos Estados Unidos", concluiu.     (Matéria ampliada às 22h40)    

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