Força Aérea americana pode usar aviões brasileiros no Iraque

Aeronaves seriam utilizadas em missões nas fronteiras com o Irã e a Síria

Roberto Godoy, de 'O Estado de S. Paulo', Roberto Godoy, de 'O Estado de S. Paulo'

02 de junho de 2008 | 19h31

A Força Aérea americana pode usar em missões de vigilância no Iraque os aviões de ataque leve Super Tucano, da Embraer. Segundo revelou nesta segunda-feira, 2, o vice-presidente da empresa para mercado de Defesa, Luis Carlos Aguiar, a companhia participa de uma oferta direta para fornecimento de oito aeronaves que seriam empregadas em missões de vigilância armada. O Pentágono quer aumentar o controle sobre as fronteiras com o Irã e a Síria, por onde passa grande parte dos suprimentos e armas enviados por grupos islâmicos radicais que apóiam os insurgentes. As aeronaves são do mesmo modelo das que foram usadas pelo Colômbia para bombardear o acampamento das Farc, no Equador, em março deste ano. O ataque resultou na morte do líder da guerrilha Raúl Reyes. O Super Tucano realizaria o trabalho de observação das fronteiras a custo menor que o atual. Hoje, a vigilância é feita por helicópteros - vulneráveis às armas antiaéreas - ou caças F-16 e F-18, cujo custo de hora de vôo é estimado entre US$ 5 mil e 7 mil, ante US$ 950 do avião da Embraer.  Armado com duas metralhadoras e dois mísseis, o Super Tucano pode permanecer em vôo de patrulha por até 7 horas e suporta até 1,5 toneladas de armas. A aeronave também tem capacidade de lançar bombas inteligentes.  Cada Super Tucano custa entre US$ 5 milhões e US$ 9 milhões.  Colaborou Beth Moreira, da Agência Estado

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