Alexander F. Yuan/AP
Alexander F. Yuan/AP

Fundador do Google pede que EUA pressionem governo da China

Sergey Brin quer que questão da censura seja tratada como 'alta prioridade' na Casa Branca

estadão.com.br

24 de março de 2010 | 08h38

WASHINGTON - O co-fundador do Google Sergey Brin pediu a Washington que intervenha na censura da China sobre o conteúdo da internet do país e que faça disso um assunto de "alta prioridade", segundo texto publicado nesta quarta-feira, 24, pelo jornal britânico The Guardian.

 

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Brin pediu ao governo e aos empresários que ajam para pressionar Pequim. "Certamente espero que eles façam disso uma prioridade. Assuntos de direitos humanos merecem a mesma atenção que assuntos comerciais e são prioridade agora. Espero que levem isso com seriedade", disse o americano.

 

Na segunda-feira, o Google levantou os filtros de conteúdo de seu buscador na China depois de longas discussões com o governo chinês que começaram com a invasão de hackers em algumas contas do serviço de email da empresa. O site redirecionou os internautas da página chinesa (google.cn) automaticamente para seu servidor em Hong Kong (google.com.hk), onde não há censura.

 

O governo americano minimizou o caso, dizendo que as relações entre os EUA e a China "são maduras o bastante para não serem abaladas com o episódio". Brin, porém, disse ser vital que a Casa Branca pressione Pequim. "Como serviços e informação são nossos mais promissores negócios, as regulações na China se revelam barreiras comerciais, já que nos previnem de sermos competitivos", argumentou o empresário.

 

Brin, de 36 anos, que fundou o Google com o companheiro Larry Page em 1998, também criticou as empresas que cooperam com Pequim. Segundo ele, essas companhias deveriam refletir se fornecem serviços éticos para os cidadãos chineses. "Gostaria que as grandes empresas não colocassem o lucro à frente de todo o resto. Elas deveriam prestar atenção em como seus produtos são usados", disse.

 

Na terça-feira, o governo chinês deu sua primeira resposta oficial sobre a decisão do Google e informou que a medida adotada pelo buscador não afetará as relações entre Pequim e Washington "a menos que alguém a torne política" e ainda advertiu o site que sua manifestação "prejudica a imagem da empresa, não a do país."

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