AP
AP

Furacão que segue para os EUA ganha força e desvia da Flórida

Meteorologistas informaram que Dorian atingiu categoria 'extremamente perigosa'

Redação, AFP

31 de agosto de 2019 | 15h58

O furacão Dorian mudou de rumo neste sábado, partindo para os estados da Carolina do Norte e Carolina do Sul em vez da Flórida, que estaria parcialmente fora de perigo, depois de passar pelas Bahamas. Meteorologistas informaram que Dorian atingiu uma categoria 'extremamente perigosa'.

"Houve uma mudança notável na previsão de Dorian após a terça-feira. Deve-se notar que a nova rota prevista não impede Dorian de tocar terra na costa da Flórida, pois grandes porções da costa permanecem no cone de incerteza", declarou o National Hurricane Center (NHC) através do Twitter.

 

Dorian, "um furacão de categoria 4 extremamente perigoso", continuará a se mover para oeste no fim de semana, mas a previsão é de virar para o norte, em direção à Carolina do Sul e Carolina do Norte, à medida que se aproxima da costa leste de Flórida, na segunda-feira, disse o centro.

Enquanto isso, o primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, alertou os cidadãos de que eles enfrentarão um "furacão poderoso e que oferece risco de vida" e pediu desocupação da área.

O NHC espera que Dorian esteja próximo ou sobre o noroeste de Bahamas no domingo. Os ventos se intensificaram e atingem 240 km/h, com rajadas ainda mais rápidas, de acordo com uma atualização do NHC, aproximando o furacão da categoria 5, o máximo da escala Saffir Simpson.

Minnis disse em uma entrevista coletiva na sexta-feira que a tempestade era potencialmente fatal. "Aqueles que se recusam a evacuar estão em grande perigo... não coloquem sua vida e a de seus entes queridos em risco desnecessário."

"Não seja bobo tentando enfrentar esse furacão", disse ele. "O preço que eles podem pagar por não evacuar é a vida deles".

Com a rota da tempestade ainda incerta, os moradores costeiros da Flórida não têm ordens de evacuação, mas recebem comida, água e outros suprimentos, preparando-se para fugir de suas casas.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, também pediu aos moradores na sexta-feira que se preparem para um "evento de vários dias". "Estamos prevendo muitas inundações", disse DeSantis. "Pedimos a todos os habitantes da Flórida que tenham sete dias de comida, remédios e água".

A Guarda Nacional da Flórida disse que cerca de 2.000 membros do serviço haviam se mobilizado até agora e outros 2.000 serão enviados neste sábado.

O presidente Donald Trump, cujo clube de golfe está localizado em Palm Beach, na Flórida, disse que Dorian "parecia um monstro absoluto" e cancelou uma viagem à Polônia para se concentrar nos preparativos para a tempestade.

"Está se movendo e é muito difícil de prever", disse Trump em um tweet neste sábado, observando que Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte agora podem estar na linha de frente.

Trump declarou estado de emergência na Flórida, autorizando assistência federal para complementar os esforços estaduais e locais. A Geórgia, outro estado do sudeste que poderia estar no caminho da tempestade, declarou estado de emergência para 12 municípios.

O governador Brian Kemp disse que o furacão "tem potencial para produzir impactos catastróficos sobre os cidadãos" em toda a região costeira do sudeste dos Estados Unidos.

A Guarda Costeira dos EUA disse que embarcações comerciais que navegam pelo oceano devem fazer planos para deixar o porto do sul da Flórida. Várias escolas anunciaram que as aulas seriam canceladas pelo menos até terça-feira. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.