Mark Hall/Christopher Hall via REUTERS
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Furacão Dorian devasta Ilhas Ábaco, nas Bahamas

Ventos chegaram a 300 km/h; classificado como categoria 5, a pontuação mais alta, Dorian igualou recorde de furacão mais potente do Atlântico

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2019 | 17h38
Atualizado 01 de setembro de 2019 | 22h41

MIAMI - O furacão Dorian atingiu o norte das Bahamas neste domingo, 1, com chuvas torrenciais e ventos de cerca de 300 km/h, um furacão de potência sem precedentes na história deste arquipélago, localizado entre a Flórida, Cuba e o Haiti.

O furacão de categoria 5, a mais alta existente na escala Saffir Simpson, foi classificado como "catastrófico" pelo americano Centro Nacional de Furacões (NHC).

O Dorian tocou a terra ao meio-dia no horário local na ilha Elbow, que faz parte das Ilhas Ábaco, no noroeste das Bahamas, um arquipélago formado por 700 ilhotas. 

A maior parte dos 15 mil habitantes que compõem a população das ilhas deixou a área antes da chegada do ciclone. 

"Estamos enfrentando um furacão (...) como nunca vimos antes na história das Bahamas", disse Hubert Minnis, primeiro-ministro do arquipélago, que começou a chorar durante a entrevista coletiva. "Provavelmente, é o dia mais triste da minha vida", acrescentou. 

O NHC, com sede em Miami, informou que ao tocar a terra o Dorian igualou o recorde de furacão mais potente do Atlântico, datado de 1935. Seu diretor, Jen Graham, garantiu que se trata de "uma situação extremamente perigosa". 

Da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu vigilância máxima contra este furacão "muito, muito poderoso". 

Vídeos compartilhados em redes sociais mostram inundações de proporções desconhecidas. As chuvas geraram rios de água que quase cobriam casas, muitas com telhados quebrados pela força dos ventos, que chegaram a 300 quilômetros por hora.

Imagens mostram carros tombados em estradas próximas as casas punidas por chuvas torrenciais e ventos fortes. Também há registros de pessoas que tentam alcançar as partes superiores de suas casas enquanto o nível de água aumenta.

Depois das Bahamas, o furacão deve se aproximar da costa leste da Flórida na segunda-feira à noite e na terça-feira, mas é difícil prever com que intensidade atingirá o estado americano após a mudança de trajetória.

"Ele está se deslocando e é muito difícil de prever", resumiu o presidente Trump no sábado, ao indicar que Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte poderiam estar na linha de frente.

"Inicialmente, iria atingir diretamente a Flórida", mas agora parece se dirigir para a Geórgia e a Carolina do Sul, disse, acrescentando que o trajeto do Dorian pode mudar novamente. Trump cancelou a viagem à Polônia no fim de semana para monitorar a situação.

O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, declarou emergência no estado. "A força e a imprevisibilidade da tempestade nos obriga a estar preparados para todos os cenários", disse. 

O estado de emergência já havia sido declarado na Flórida e em vários condados do estado da Geórgia. A medida permite uma mobilização maior dos serviços públicos estaduais e recorrer, em caso de necessidade, à ajuda federal. 

Uma evacuação obrigatória foi ordenada nas regiões costeiras de Palm Beach e no condado de Martin, na Flórida. 

Embora Miami pareça ter escapado da tempestade, os moradores continuavam cautelosos, e as autoridades ainda distribuem sacos de areia para controlar as inundações na cidade.

O governador da Flórida, o republicano, Ron DeSantis, pediu aos moradores que "permaneçam alertas". / EFE e AFP

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