Furacão Earl ganha força e pode atingir Costa Leste dos EUA

O furacão Earl se fortaleceu e atingiu a categoria 3 após chegar às Ilhas de Sotavento setentrionais, no Caribe, nesta segunda-feira, e segue em direção à Costa Leste dos Estados Unidos, informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

REUTERS

30 de agosto de 2010 | 12h14

O Earl, que se tornou o segundo grande furacão da temporada, estava com ventos sustentados de 195 quilômetros por hora, e avançava em um caminho que o levaria em sentido noroeste, para passar a leste do cabo Hatteras, na Carolina do Norte, nos próximos dias.

"No momento a previsão é que passe ao largo do cabo Hatteras, provavelmente a cerca de 480 quilômetros da costa, mas a trajetória prevista pode mudar", disse à Reuters a meteorologista Jessica Schauer, do centro de furacões.

Segundo ela, não se pode excluir a possibilidade de o furacão atingir a Carolina do Norte diretamente.

Se seguir sua trajetória atual, o Earl não representará riscos para o Golfo do México, onde há grandes instalações de petróleo e gás.

O furacão levou chuvas, ondas e ventos fortes às Ilhas de Sotavento setentrionais em sua passagem pela região, nesta segunda-feira.

Em Antigua, enchentes em áreas baixas parecem ter sido o principal problema causado. Os moradores de São Cristóvão também relataram ventos, chuvas e ondas altas, mas não houve relatos imediatos de danos sérios.

O centro de furacões disse que o furacão será sentido nas Ilhas Virgens nesta segunda-feira e possivelmente também em Porto Rico.

No fim de semana a companhia aérea caribenha LIAT cancelou 41 voos para vários destinos no leste do Caribe e fechou seu serviço de reservas em função da aproximação do Earl.

No Atlântico norte, o furacão Danielle, que na semana passada alcançou a categoria 4, praticamente deixou de ser um furacão na manhã desta segunda, quando seus ventos sustentados caíram para 121 quilômetros por hora.

O centro de furacões informou que um novo sistema meteorológico atlântico com chuvas e tempestades, localizado a cerca de 1.700 quilômetros a leste das Pequenas Antilhas, tem 90 por cento de chances de tornar-se um ciclone tropical nas próximas 48 horas, enquanto se desloca para o oeste.

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