Furacão Humberto passa pelo Texas e afeta refinarias

Previsão dos especialistas é de que o furacão perca gradualmente sua força à medida em que avançar por terra

BRUCE NICHOLS, REUTERS

13 de setembro de 2007 | 10h32

O furacão Humberto poupou Houston, mas devastou nesta quinta-feira, 13, a região de Beaumont-Port Arthur, no sul do Texas, onde derrubou árvores, provocou um apagão e interrompeu as atividades de refinarias. "Se Houston recebeu um passe, nós recebemos um ataque com uma bola rápida", disse Greg Foutain, coordenador da Defesa Civil na área de Beaumont-Port Arthur, fazendo uma metáfora esportiva. O furacão deixou sem energia mais 100 mil clientes da companhia Entergy Corp no sudeste do Texas, disse uma porta-voz da companhia. Não há relato de vítimas, mas a tempestade, que chegou à costa sudeste do Texas com ventos de quase 140 quilômetros por hora, ainda avança com violência para o sudoeste da Louisiana. Um alerta divulgado às 8h (9h em Brasília) pelo Centro Nacional de Furacões dizia que o olho do furacão estava sobre a divisa entre o Texas e a Louisiana, cerca de 35 quilômetros a oeste-noroeste das refinarias de Lake Charles, na Louisiana. A tempestade avança para nordeste a quase 20 quilômetros por hora, com ventos regulares de até 130 quilômetros por hora "numa área muito pequena" em volta do centro. Segundo a nota, Humberto deve perder força ao adentrar pelo interior. "Estamos recebendo relatos de que poderia haver, em certas áreas, danos muito substanciais devido à falta de energia, danos a casas, árvores caídas", disse Fountain, cuja residência foi atingida por uma árvore. Um trailer a alguns quarteirões da sua casa foi virado pelo vento, contou ele. A refinaria da empresa Total Petrochemicals USA em Port Arthur, com capacidade para 232 mil barris por dia, parou devido à falta de energia na madrugada de quinta-feira, mas deve ser reativada ao longo do dia. A navegação foi interrompida nos canais de Sabine-Neches, que dá acesso a Beaumont e Port Arthur, Calcasieu, que serve Lake Charles. Já o centro de refino e embarque de petróleo em Houston, a oeste da rota da tempestade, foi poupado, embora o canal de navegação que lhe dá acesso continue fechado à espera de melhoria nas condições na sua entrada, no golfo do México. A tempestade se formou na quarta-feira no golfo do México e entrou nos EUA 48 quilômetros a nordeste de Galveston, no sul do Texas. Esperava-se que Humberto chegasse como tempestade tropical, mas ganhou força repentinamente em contato com as águas quentes do golfo do México. Trata-se de um furacão da categoria 1, o nível mais baixo da escala Saffir-Simpson, mas há previsão de que ele provoque precipitações de até 380 milímetros, pois se desloca muito lentamente. Há um alerta contra furacões em vigor desde a localidade de High Island, Texas, até Cameron, na Louisiana, que ainda se recupera do furacão Rita, em 2005. Humberto é o terceiro furacão de 2007 no Atlântico. Seus antecessores, Dean e Felix, atingiram a categoria 5, o topo da escala. O Centro Nacional de Furacões noticiou à 0h de quinta-feira que uma outra tempestade, chamada por enquanto de Depressão Tropical 8, estava localizada cerca de 1.620 quilômetros a leste das Pequenas Antilhas, avançando na direção oeste-noroeste a 19 quilômetros por hora. Ela não ganhou força conforme se previa, mas provavelmente vai virar uma tempestade tropical na quinta-feira, segundo os meteorologistas.

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