Furacão Ike se aproxima do Texas e provoca inundações

Com ventos de 165 km/h, fenômeno pode chegar ao litoral americano na categoria 3 entre esta sexta e sábado

Agências internacionais,

12 de setembro de 2008 | 19h52

O poderoso ciclone Ike causou nesta sexta-feira, 12, as primeiras inundações em alguns pontos do litoral do Texas, nos Estados Unidos, devido às fortes ondas geradas por sua aproximação. O litoral de Galveston foi o mais afetado com as primeiras inundações e os habitantes da cidade lembram com inquietação o desastre causado pelo furacão que destruiu o local em 1900.   Veja também: Brasileiro espera furacão Ike em sua casa em Houston Pentágono mobiliza Exército para passagem do furacão Ike Ike pode causar o pior cenário possível, diz secretário dos EUA Imagens da passagem do Ike    Da mesma forma que aquele furacão, Ike pode ocasionar fortes ressacas e ondas de três a cinco metros que pode afetar o litoral nas proximidades de Galveston. O Centro Nacional de Furacões (NHC) informou em seu boletim das 18 horas (no horário de Brasília) que Ike tem ventos de 165 km/h e que antes que o olho do ciclone chegue à costa, pode aumentar sua intensidade à categoria três, com ventos de 178 km/h. Com categoria 2, o fenômeno move-se em direção ao Texas e pode atingir a cidade de Galveston nesta sexta ou na manhã do sábado, segundo o NHC.   O ciclone se movimenta em direção oés-noroeste a cerca de 19 km/h e, uma vez no Texas, seguirá uma trajetória rumo ao norte. Às 18 horas (em Brasília), o centro do furacão estava localizado a 380 quilômetros ao leste de Corpus Christi (Texas) e a cerca de 220 quilômetros ao sudeste de Galveston, também no Texas.   A costa da Louisiana, afetada na semana passada pelo furacão Gustav, foi a primeira a receber chuvas e ventos de Ike. A tempestade ameaça Houston, a quarta cidade mais populosa dos EUA e grande produtora da indústria do petróleo. Muitos relembraram a caótica retirada dos mais de 2 milhões de moradores da cidade em 2005, durante a passagem do furacão Rita.   O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês) dos EUA disse que o Ike pode provocar danos semelhantes aos do Rita, o quarto mais intenso da história. Ele atingiu o continente pouco depois do Katrina, em 2005, matou mais de 100 pessoas e causou mais de US$ 10 bilhões de prejuízos. Na ocasião, as instalações petrolíferas foram obrigadas a fechar e os preços do petróleo dispararam.   Foram emitidas ordens de evacuação para alguns condados no Texas, e a inundação na zona costeira pode levar semanas para ser contida. "As pessoas que não atenderem as ordens de evacuação em residências unifamiliares de um ou dois andares encontrarão a morte certa", disse o Serviço de Meteorologia.   Durante quase 48 horas, o ciclone atravessou a ilha cubana de leste a oeste com chuvas torrenciais e ventos que mataram pelo menos quatro pessoas e provocaram extensos danos materiais. Esta é a primeira vez em anos que um furacão causa mortes na ilha. O NHC acredita que o Ike voltará a ser um furacão de grande intensidade conforme atravessar as águas quentes do Golfo, possivelmente de categoria 3 ou 4 na escala Saffir-Simpson - que vai até 5 - antes de atingir a costa do Texas.   O ciclone deixou ainda pelo menos 66 mortos durante a passagem pelo Haiti, e em Cuba obrigou a retirada de mais de um milhão de pessoas de áreas de risco, 10% dos 11,2 milhões de habitantes da ilha, segundo fontes oficiais. A capital, Havana, está sem eletricidade desde segunda-feira por conta dos cortes preventivos de energia, além de ter sofrido vários deslizamentos de terra.   A atual temporada de furacões do Atlântico, entre 1 de junho e 30 de novembro, já formou cinco ciclones. Os meteorologistas adiantaram que este seria um período muito ativo, com a possibilidade da formação de 14 a 18 tempestades tropicais, dentre as quais de sete a dez poderiam se transformar em furacões.

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