EFE
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Furacão Irene deixa 19 mortos e Obama alerta que ainda não acabou

Tempestade chegou mais fraca em Nova York, que ficou alagada; 4 milhões ficaram sem luz nos EUA

Gustavo Chacra, correspondente de O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2011 | 20h31

NOVA YORK - Apesar de o furacão Irene ter perdido força e se transformado em tempestade tropical cerca de uma hora antes de atingir Nova York, seus ventos provocaram neste domingo, 28, estragos na cidade e em outras regiões da Costa Leste dos EUA. A chuva, somada à força da maré, alagou áreas de Manhattan e deixou 4 milhões pessoas sem energia elétrica em todo o país.

 

Ao todo, o Irene causou 19 mortes, sendo a maior parte delas nos Estados de Virgínia e Carolina do Norte, onde os ventos foram bem mais fortes do que nas áreas ao norte. Em Nova York, não houve vítimas. A situação já estava quase normalizada nesta noite.

 

Em pronunciamento na TV, o presidente Barack Obama disse que o perigo ainda não havia acabado e ainda havia riscos de inundações no nordeste do país. "O impacto do Irene será sentido ainda por algum tempo", afirmou o presidente.

 

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, foi mais otimista. De acordo com ele, o pior já passou, mas os moradores da cidade ainda devem ter cautela. Ele pediu que todos evitassem os parques e não ficassem próximos a árvores. O governador de New Jersey, Chris Christie, lembrou que grande parte das mortes em furacões ocorrem em acidentes depois de encerrados os ventos.

 

Na madrugada de sábado para o domingo, a chuva havia se intensificado em Nova York. Os ventos chegaram a 104 quilômetros por hora, mas já não tinha a mesma intensidade de antes. O temor foi maior de manhã, quando o Irene atingiu a cidade como tempestade tropical.

 

O nível do Rio Hudson subiu com a maré alta e a força das chuvas, deixando alagados bairros sofisticados, como o West Village e também o Battery Park, nas proximidades do Marco Zero. Muitas áreas do Brooklyn também ficaram debaixo da água. No Queens, milhares de moradores estavam sem energia. O maior risco, segundo o corpo de bombeiros, era que a inundação atingisse o metrô.

 

Quase todos os restaurantes ficaram fechados e poucos supermercados e farmácias abriram as portas. Os aeroportos reabrem hoje, quando o transporte público também deve ser normalizado. Os organizadores do US Open - principal torneio de tênis do país - ainda não haviam definido se haveria partidas.

 

 

Críticas. Bloomberg foi questionado ontem por jornalistas pelo excesso de zelo nos preparativos para o furacão Irene. Ao todo, 370 mil pessoas precisaram ser retiradas de suas casas no fim de semana e o sistema de transporte público da cidade, que movimenta mais de 8 milhões de pessoas diariamente, ficou fechado por ordem dele desde sábado, ao meio-dia, e reabriria na manhã de hoje.

 

"Este foi o melhor dos cenários. Todas as medidas preventivas foram tomadas e, no fim, o furacão se enfraqueceu. Imaginem se fosse o oposto, sem as medidas e com o furacão ficando mais violento?", disse o prefeito em entrevista coletiva. "A ausência de vítimas fatais pode ser atribuída tanto a essas decisões como à sorte de o furacão chegar com menos força a Nova York."

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