Fuzileiros dos EUA querem deixar o Iraque, diz NYT

Secretário de Defesa nega que marinha tenha pedido para transferir infantaria para combates no Afeganistão

Agências internacionais,

11 de outubro de 2007 | 15h24

O corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos está pressionando as Forças Armadas americanas para que o efetivo que está no Iraque seja enviado para o Afeganistão. Segundo o jornal americano The New York Times, oficiais militares e do Pentágono afirmam que a mudança se deve ao papel desempenhado pelo Exército na Ásia.   A idéia dos fuzileiros seria transferir efetivamente o comando da guerra no Iraque nas mãos do Exército e dar um novo papel para os soldados da infantaria da marinha americana no Afeganistão, sob o comando da Otan.   De acordo com o jornal, a sugestão surgiu em uma reunião na semana passada entre o Secretário de Defesa americano, Robert Gates, e chefes e comandantes de guerra regionais.   Enquanto a medida ainda é analisada, se discute um realinhamento do efetivo militar que permitiria que os soldados do Exército e os da infantaria da marinha atuem de modo cada vez mais eficiente e sejam capazes de sustentar as duas guerras declaradas pelo governo americano.   Gates rejeitou a afirmação do NYT sobre a pressão dos fuzileiros para a transferência do Iraque para o Afeganistão. "Ouvi falar que eles estão começando a pensar na idéia. Não vi nenhum plano e ninguém fez nenhuma proposta sobre isso".   No momento, não existem fuzileiros integrando os 26 mil soldados das forças americanas no Afeganistão. No Iraque, cerca de 25 mil militares da marinha integram os 160 mil do efetivo no país. Não está claro ainda quantos marinheiros seriam transferidos do Oriente Médio.

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