G-8 aumenta pressão sobre programa nuclear iraniano

Para grupo, não há mais dúvidas sobre propósito do programa de enriquecimento de urânio de Teerã

Associated Press,

30 de março de 2010 | 18h52

QUEBEC- Diplomatas das economias líderes do mundo afirmaram nesta terça-feira, 30, que as ações recentes do Irã dissiparam as dúvidas sobre o propósito de seu programa nuclear, e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, previu que as potências mundiais irão aprovar uma nova rodada de sanções a Teerã.

 

As afirmações foram feitas durante uma cúpula do G-8 que irá até amanhã no Canadá, mas a maior audiência para elas, contudo, não estava presente no encontro: a China e outros países, como o Brasil e a Turquia, não manifestaram apoio em impor novas restrições ao Irã.

 

Fechando a reunião de ministros de Relações Exteriores do grupo, o chanceler canadense, Lawrence Cannon, disse que "está na hora de agir".

 

Hillary, por sua vez, afirmou que os países reunidos no Canadá veem um grande alarme ao redor do mundo sobre as consequências de um Irã nuclearmente armado.

 

"Os últimos 15 meses demonstraram a não disposição do Irã de cumprir suas obrigações internacionais, o que é a base do meu otimismo para acreditar que teremos um consenso no Conselho de Segurança", declarou a secretária.

 

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, pediu uma ação coordenada mais forte em relação a Teerã, incluindo sanções se necessário, e disse que o Irã "precisa cessar suas atividades de enriquecimento de urânio e integrar o diálogo pacífico".

 

A mensagem do G-8 (França, Alemanha, Itália, Japão, EUA,, Reino Unido, Canadá e Rússia), já que o Irã se recusa em cooperar, se dirige à China, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que não faz parte do grupo dos 8.

 

O país, que tem poder de veto no Conselho, se opõe a imposição de sanções ao Irã, o que, segundo Hillary, poderia estar mudando agora.

 

Em uma entrevista ao canal CTV nesta segunda, a secretária disse que a China concorda com a visão dos EUA, da UE e da Rússia de que "um Irã nuclearmente armado não é aceitável".

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