Gasto dos EUA com Iraque e Afeganistão pode superar US$ 1 tri

Novo orçamento do Pentágono que passará pelo Congresso prevê US$ 128 bi apenas para operações nos 2 países

Efe,

22 de julho de 2009 | 18h46

A despesa dos Estados Unidos com os conflitos no Afeganistão, desde 2001, e no Iraque, que começou em 2003, superará US$ 1 trilhão caso o Congresso aceite o orçamento do Pentágono já aprovado nesta quarta-feira, 22. A Comissão de Dotações Orçamentárias da Câmara de Representantes, fundamental no processo de orçamento, deu sinal verde a US$ 636 bilhões para o Pentágono no ano fiscal 2010, que começa em 1º de outubro. O pacote contém US$ 128 bilhões apenas para as operações em Afeganistão e Iraque.

 

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É a primeira vez que a verba está incluída no orçamento regular, já que durante as duas gestões de George W. Bush as guerras foram levadas adiante com fundos extraordinários. O presidente Barack Obama prometeu durante a campanha que tornaria "mais sincero" o orçamento militar incluindo nas despesas regulares os custos das guerras, mas de todos os modos precisou aprovar verbas extraordinárias que complementassem o último cálculo elaborado ainda pelo governo Bush.

 

Em 24 de junho, Obama promulgou uma verba extraordinária de US$ 45,5 bilhões para operações militares no Iraque e outra de US$ 39,4 bilhões para o Afeganistão, no que resta do ano fiscal 2009, que vai até 30 de setembro. Nessa verba extraordinária o Congresso acrescentou US$ 23 bilhões para outras operações militares e diplomáticas no resto do mundo, e para vários programas dentro e fora do país.

 

O deputado John Murtha, democrata da Pensilvânia e principal autor do orçamento militar, disse que ainda com todos esses fundos será preciso mais dinheiro para os conflitos de Iraque e Afeganistão no segundo trimestre do próximo ano. As probabilidades de aprovação do orçamento militar melhoraram ontem depois que o Senado, com 58 votos contra 40, aprovou um corte nos fundos para a construção de mais aviões Raptor F-22.

 

Obama tinha ameaçado vetar, no que seria seu primeiro bloqueio de uma lei do Congresso, se chegasse a seu escritório um orçamento militar que contivesse fundos para outros sete desses aviões. O Pentágono já tem 187 aviões F-22 e tanto o secretário de Defesa, Robert Gates, como os comandantes militares, disseram que não precisam mais.

 

Gates, os comandantes militares e o próprio Obama opinam que as necessidades dos EUA para os conflitos presentes e futuros são diferentes.

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