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Gates descarta desistir de sistema antimísseis no Leste Europeu

Secretário de Defesa dos Estados Unidos afirma que ameaça russa é provocativa e mal orientada

Agência Estado e Associated Press,

13 de novembro de 2008 | 11h07

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, rejeitou a sugestão russa de que os dois países desistam de planos para posicionar mísseis defensivos no Leste Europeu. Para Gates, essa não é uma proposta aceitável para os EUA.   Veja também: Rússia não instalará míssil se EUA desistirem de escudo   O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse em entrevista a jornalistas franceses veiculada nesta quinta-feira que Moscou está interessada em reconsiderar o envio de mísseis Iskander para a região de Kaliningrado. Em troca, Washington deveria desistir de instalar dez interceptadores de mísseis na Polônia e um radar antimísseis na República Checa.   Segundo Gates, a principal ameaça à segurança russa é o Irã e os mísseis Iskander em Kaliningrado não protegeriam o país nesse aspecto. Medvedev anunciou a intenção de posicionar os mísseis um dia depois das eleições norte-americanas. "Tais afirmações provocativas são desnecessárias e mal orientadas", apontou. Ao mesmo tempo, segundo ele, Washington vai continuar a buscar uma relação construtiva e positiva com a Rússia.   Teerã anunciou na quarta-feira que testou com sucesso uma nova geração de mísseis terra-terra. A arma pode atingir alvos a até 2.000 quilômetros de distância, como o sudeste da Europa, com maior precisão que modelos anteriores. Também poderia atingir Israel e bases dos EUA na região.   O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, disse que seria prudente "explorar a possibilidade de manter sistemas antimísseis na Europa". Obama apontou que o Irã desenvolve mísseis balísticos e também armas nucleares.

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