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Gates faz visita-surpresa ao Iraque e cobra avanços políticos

O secretário de Defesa dosEstados Unidos, Robert Gates, fez uma visita-surpresa nestaquarta-feira ao Iraque, onde estimulou os líderes locais a seaproveitarem da redução da violência para adotarem medidas dereconciliação nacional. Gates também ouvirá dos comandantes dos EUA no país sobrecomo eles planejam manter as melhorias obtidas na segurança,além de discutir o papel e o status das forças norte-americanasem longo prazo no Iraque. "O secretário Gates está aqui para ver por conta própria oprogresso considerável que foi feito desde sua última visita,há quase três meses", disse o assessor de imprensa do PentágonoGeoff Morrell, que acompanha Gates. "Ele irá visitar líderes iraquianos, inclusive oprimeiro-ministro (Nuri Al) Maliki, para receber sua avaliaçãoda situação e ver o que mais eles podem fazer para capitalizaros ganhos que foram feitos desde o aumento das forças dos EUAno Iraque", acrescentou, referindo-se ao envio de 30 milsoldados adicionais, neste ano. Os ataques no Iraque estão em seu menor nível em quase doisanos, e as atenções se voltam para a reconciliação entre osxiitas, que dominam o governo, e a minoria sunita --especialmente num momento em que os EUA começam a reduzir seucontingente. Uma importante fonte do Pentágono disse no Iraque que Gatesacha que o ritmo do progresso político em nível nacional nãoestá acompanhando as recentes melhorias em nível local. Ogoverno Maliki aprovou poucas leis destinadas a beneficiar ossunitas com mais poder político e acesso aos rendimentospetrolíferos. Os ataques no Iraque caíram 55 por cento desde que osreforços norte-americanos terminaram de chegar, em meados dejunho, o que coincidiu também com o crescente uso dopoliciamento comunitário nos bairros e aldeias. Os comandantes dos EUA pretendem retirar mais de 20 milsoldados nos próximos seis a oito meses, mas dizem estarconfiantes de que conseguirão manter a situação sob controle.Atualmente, há cerca de 160 mil soldados norte-americanos noIraque. A primeira escala de Gates, Mosul (capital da província deNineveh, 390 quilômetros ao norte de Bagdá), fica numa regiãoque é considerada hoje entre as mais perigosas do país, já quemilitantes da Al Qaeda se instalaram ali depois de seremexpulsos pelas forças estrangeiras de Bagdá e do oeste doIraque. Na terça-feira, militantes mataram dois soldados dos EUA eferiram outros dois na província de Salahuddin, vizinha aNineveh, segundo anúncio feito na quarta-feira pelos militares.Desde a invasão de 2003, quase 3.900 soldados norte-americanosjá morreram no Iraque.

KRISTIN ROBERTS, REUTERS

05 de dezembro de 2007 | 09h10

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